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Butantan anuncia eficácia da Coronavac na fase III, mas não divulga dados

VACINA TESTE DE CORONAVÍRUS (CORONAVAC) SENDO APLICADA (FOTO: GOVESP

Segundo Dimas Tadeu Covas, presidente do instituto, a vacina apresenta ‘excelente perfil de segurança’

Thais Reis Oliveira

O governo de São Paulo e o Instituto Butantan anunciaram nesta quarta-feira 23 que a CoronaVac, vacina produzida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan é eficaz. “Atingiu-se os índices exigidos tanto pela Anvisa como pela OMS nos estudos de fase III”, declarou o secretário de Saúde paulista Jean Gorinchteyn. O governo pedirá à Anvisa a autorização para uso emergencial do imunizante.

Segundo Dimas Tadeu Covas, presidente do Butantan, a vacina apresenta um “excelente perfil de segurança” e reações adversas leves. “A reação mais presente dor no local da injeção”, disse. Os dados detalhados contudo, ainda não vieram a público. Segundo Covas, por questões contratuais, já que a Sinovac pediu para que os números ainda não fossem divulgados.

“A Sinovac tem vários estudos clínicos em andamento, é importante que ela uniformize os dados, não se analisar dados da mesma vacina com critérios diferentes”, explicou. “Existe a necessidade de a empresa se organizar em relação ao conjunto de dados que ela recebe.”

Mesmo sem os números, a equipe de especialistas anunciou a Coronavac como a ‘mais eficaz’ entre as vacinas atualmente em testes. A título de comparação, a Sputnik V, da Rússia, apresentou uma eficácia de 91%. Tanto a Anvisa quanto a OMS estão dispostas a aprovar uma vacina com eficácia superior a 50%.

Até o dia 31 de dezembro.O Instituto Butantan terá um total de 10,8 milhões de doses da CoronaVac. O primeiro e maior lote, com 5,5 milhões de doses, chega a São Paulo na quinta-feira 24. No dia 28, serão mais 400 mil. O último carregamento do ano, de 1,6 milhão, chega no dia 30.

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Joao Victor Martins

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