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Bolsonaro contratou cobertura de apenas 10% da população em consórcio de vacinas contra Covid-19

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro (Reprodução)

Até o fim de outubro, Bolsonaro apostava mais em medicamentos de cura da Covid-19 e criticou a “pressa” em comprar a vacina

Revista Fórum

O governo Jair Bolsonaro (Sem Partido) contratou a menor cobertura possível, de apenas 10% da população, junto à Covax, uma coalizão de 165 países formada para garantir vacina contra coronavírus às nações mais pobres.

Segundo informações de Jamil Chade, em sua coluna no portal Uol nesta terça-feira (8), o consórcio permitia a solicitação de vacinas para atender entre 10% e 50% da população. A maioria dos países teria optado por uma cobertura entre 17% e 20%, mas o Brasil ficou com a cota mínima.

O Ministério da Saúde alega que a pasta pode adquirir mais vacinas junto aos laboratórios que integram a aliança”. No entanto, segundo informações obtidas pelo jornalista, não há previsão de venda extras de medicamentos e, mesmo que houvesse, a Covax vai atender todos os contratos firmados antes de atender à nova demanda.

Até outubro, Bolsonaro apostava mais no desenvolvimento de medicamentos de cura – privilegiando a cloroquina – do que na vacina.

O presidente disse acreditar que seria mais barato investir na cura do Coronavírus do que na vacina e também questionou a “pressa” no desenvolvimento do imunizante.

No dia 30, ele desautorizou o vice-presidente Hamilton Mourão sobre a compra da CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa SinoVac e o Instituto Butantã.

“Está acabando a pandemia, acho que ele [João Doria] quer vacinar o pessoal na marra rapidinho, porque vai acabar e ele fala: ‘acabou por causa da minha vacina’. Tá ok? O que está acabando é o governo dele, com toda certeza”, disse.

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Joao Victor Martins

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