Politica

Wassef: “Após prisão de Queiroz no meu escritório, virei alvo de tudo e de todos”

Fabrício Queiroz e Frederick Wassef (Montagem)

Advogado ligado ao clã Bolsonaro diz que Coaf foi aparelhado por Sergio Moro e que o objetivo das investigações contra ele “é o presidente, não sou eu”

Por Redação

Ligado ao clã Bolsonaro, Frederick Wassef rompeu o silêncio e, em entrevista a Rayssa Motta, na edição deste sábado (6) do jornal O Estado de S.Paulo, afirmou que virou “alvo de tudo e de todos” depois de ter escondido Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) – para quem advogava na época – em seu sítio em Atibaia, no interior de São Paulo.

“Após a prisão de Queiroz no meu escritório de advocacia, eu virei alvo de tudo e de todos”, disse Wassef, que conseguiu uma reviravolta judicial nesta semana com a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito para identificar desvios de conduta na produção do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) pelos agentes do ex-Coaf.

Wassef, que ainda é ré em uma investigação por supostos desvios de recursos nas seções fluminenses do Serviço Social do Comércio (Sesc), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e da Federação do Comércio do Rio (Fecomércio-RJ), diz que o objetivo final dos inquéritos e denúncias contra ele é atingir Jair Bolsonaro.

“Criminosos, que acionaram poderosos advogados, chegaram nesse grupo que estava no poder, e estão usando a máquina contra mim, para também por via transversa atingir o presidente da República, não tenha dúvida. O objetivo é: transformamos o Wassef em criminoso e logo colamos a imagem dele no presidente. O objetivo final de tudo isso é o presidente, não sou eu”, disse.

O criminalista afirma ainda que o Coaf foi aparelhado pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, e reproduz o modelo das pessoas que “estão se vendendo como heróis do Brasil”, em relação à Lava Jato.

“Essa nova turma do Sul do Brasil, essas pessoas que estão se vendendo como heróis do País, está fazendo uma investigação ao contrário. Eles estão começando pelo fim. É muito mais fácil: você escolhe seu alvo, invade as contas, pega um monte de número, vaza para a imprensa de forma mentirosa e distorcida, e cria uma tese, uma ilação. O problema é que você assassina reputações. Essa é a barbárie que nós estamos vivendo no Brasil hoje”.

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