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Flávio Bolsonaro ameaçou de morte comerciante do Rio de Janeiro

Flavio Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Empresário afirma que o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, fraudava notas fiscais da franquia da loja de chocolates. A denúncia lhe rendeu ameaça de morte

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O empresário que vendeu loja de chocolate  para Flávio Bolsonaro diz que foi ameaçado ao tentar fazer denúncia.

A informação foi veiculada no Jornal Nacional na noite da quinta-feirta (13). O empresário afirma que foi ameaçado ao tentar fazer a denúncia de que Flávio Bolsonaro fraudava notas fiscais. A loja do senador é alvo de investigação de lavagem de dinheiro.

Flávio Bolsonaro é dono da loja de chocolates em um shopping na Barra da Tijuca desde 2015. Ele comprou o estabelecimento do empresário Cristiano Correia Souza e Silva, que já tinha uma loja da mesma franquia num outro shopping no mesmo bairro.

Na investigação da rachadinha, o Ministério Público chamou Cristiano para prestar depoimento.  O empresário contou que, no Natal de 2016, soube por clientes que a loja de Flávio Bolsonaro estaria vendendo produtos abaixo da tabela da Kopenhagen.

Cristiano disse que a prática significa uma infração contratual e, por isso, entrou em contato com a matriz, que, segundo ele, fez uma fiscalização e constatou que a operação ocorria com emissão de nota fiscal com o preço cheio, mas o cliente pagava um valor menor.

A denúncia reforça a hipótese do Ministério Público de que havia uma engrenagem montada para esquentar dinheiro na loja de chocolates.

Os investigadores afirmam que a loja recebia mais dinheiro vivo do que outras franqueadas, em média. Os pagamentos em espécie permaneciam constantes mesmo em períodos de aumento das vendas, como a Páscoa.

O Ministério Público diz que Flávio Bolsonaro e a mulher dele, Fernanda Bolsonaro, investiram mais de R$ 1 milhão na compra da loja. Valores que, segundo os promotores, não seriam compatíveis com a renda do casal.

Cristiano Silva contou ao MP que ele e a mulher receberam ameaças por e-mail depois que a denúncia chegou ao grupo de conversas dos franqueados da Kopenhagen, informa o G1.