Politica

Bolsonaro só tem rejeição menor que Collor na redemocratização, diz Datafolha

Em 1 ano e 11 meses de mandato, 32% consideram presidente ruim ou péssimo; aprovação de 37% é a melhor do atual mandatário, mas ele fica atrás de Dilma, Lula e FHC na mesma época de mandato

Por Fabíola Salani

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) completou um ano e 11 meses de mandato com a segunda maior rejeição entre os presidentes eleitos desde a redemocratização, segundo o Datafolha, considerando seus primeiros mandatos.

Os 32% de avaliação ruim/péssimo que ele obteve só ficou abaixo dos 48% registrados por Fernando Collor (então no PRN). Collor enfrentava naquele fevereiro de 1992 uma crise institucional que culminou em seu impeachment, no mesmo ano.

O Datafolha traz uma notícia que pode ser ao mesmo tempo boa e ruim para o atual titular do Planalto, dependendo do ponto de vista. Sua aprovação, ou seja, aqueles que consideram seu governo ótimo ou bom, ficou em 37%, o melhor nível registrado ao longo do mandato e índice igual à pesquisa de agosto deste ano.

Mas essa maior aprovação alcançada por Bolsonaro, novamente, só fica à frente do índice conquistado por Collor. Para ter uma ideia, com o mesmo tempo de mandato, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tinha 45% de ótimo/bom. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou um pouco acima, com 47%. E Dilma Rousseff (PT), naquele dezembro de 2012, alcançou nada menos que 62% de aprovação.

A pesquisa do Datafolha foi realizada por telefone nos dias 8 e 10 de dezembro. Foram ouvidas 2.016 pessoas em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

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Joao Victor Martins

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