Cidade Educação

Professor de escola pública do DF é investigado após denúncias de assédio sexual

Alunos de escola pública do DF fazem protesto após denúncias de assédio — Foto: Reprodução

Por G1 DF e TV Globo

Um professor da rede pública do Distrito Federal foi afastado da sala de aula após denúncias de assédio sexual contra duas estudantes do Centro de Ensino Médio 1 (CEM), em Sobradinho. Em nota enviada ao G1, a Secretaria de Educação disse que abriu um processo administrativo para apurar a conduta do educador (leia íntegra mais abaixo).

Ainda segundo a pasta, o funcionário vai ficar em trabalho administrativo até o fim da investigação e “foi colocado à disposição da Regional de Ensino”.

Na última terça-feira (18), vestidos com camisetas pretas (veja foto acima), alunos do CEM 1 fizeram um protesto na escola. O grupo pediu o afastamento do professor que teria se oferecido para ir ao banheiro com uma estudante e que costumava fazer “brincadeiras de mau gosto”.

Em nota, a secretaria informou ainda que durante uma reunião, os pais das duas adolescentes exigiram que o professor não desse mais aula. Já o educador “pediu desculpas” sobre o ocorrido.

 

Outro caso

CED 3 de Sobradinho — Foto: Google/ReproduçãoCED 3 de Sobradinho — Foto: Google/Reprodução

CED 3 de Sobradinho — Foto: Google/Reprodução

Em junho do ano passado, a Secretaria de Educação do Distrito Federal afastou um sargento da Polícia Militar que atuava no Centro Educacional 03, que também fica em Sobradinho. A medida foi tomada após alunas denunciarem casos de assédio sexual dentro do colégio.

À época, o então secretário de Educação, Rafael Parente, confirmou pelas redes sociais o afastamento do militar e disse que a pasta tinha aberto uma sindicância para investigar o caso.

O que diz a Secretaria de Educação

Em nota enviada ao G1 nesta sexta-feira (21), a Secretaria de Educação encaminhou o seguinte posicionamento:

A Secretaria de Educação abriu um processo administrativo disciplinar (PAD) para apurar a denúncia contra o professor. Ele já foi colocado à disposição da regional de ensino. Ficará em trabalho administrativo até o final da apuração.

Na quarta-feira houve uma reunião na regional com as famílias das duas adolescentes (mãe de uma e pai e mãe de outra) com a participação do professor, que pediu desculpas. As famílias solicitaram que ele não dê mais aulas na escola.”

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