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DF: gasto contra Covid-19 é mais que o dobro de despesas das administrações

HUGO BARRETO/METRÓPOLES

Investimento de R$ 108 milhões foi, principalmente, para testes rápidos e hospitais de campanha

 

Com o objetivo de minimizar os impactos negativos causados pelo novo coronavírus na capital federal, desde o início da pandemia da Covid-19 – que já dura mais de um mês –, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal já destinou R$ 108,4 milhões de recursos à ações emergenciais de controle e atendimento dos casos confirmados da enfermidade na rede pública local. Os números constam no Portal da Transparência da Pandemia e foram confirmados pela pasta ao Metrópoles.

Para efeitos de comparativos, o montante já é maior do que as verbas usadas, desde o início do ano, por todas as administrações regionais para pagamento de pessoal e custeio do dia a dia. Apenas em 2020, as regiões administrativas gastaram R$ ‭45.962.361‬,00, conforme as informações públicas que podem ser consultadas aqui.

Os recursos para conter o novo coronavírus estão autorizados desde que a Câmara Legislativa (CLDF) referendou o estado de calamidade pública. Com isso, os serviços e necessidades emergenciais podem ser adquiridos com dispensa de licitação, com o objetivo de acelerar o processo.

Do total gasto, grande parte do montante foi direcionado à criação do hospital de campanha que está sendo erguido nas dependências do Estádio Nacional Mané Garrincha. A unidade de apoio recebeu cerca de R$ 90 milhões para garantir o futuro atendimento aos pacientes de Covid-19 com estado de saúde considerado grave.

A verba serviu tanto para a construção quanto para equipar o local, que deve ser entregue nos próximos dias.

Mais leitos

Outros cerca de R$ 5 milhões também foram destinados para o funcionamento do segundo hospital de campanha contra o coronavírus, que está sendo montado nas estruturas do Complexo Penitenciário do DF. Serão 40 leitos, entre aqueles de suporte avançado e de enfermaria.

Outra prioridade definida pela secretaria foi a contratação emergencial de central telefônica para atendimento de pacientes que dependem de medicamentos entregues pela rede pública local. O serviço e a mão de obra foram contratados por R$ por R$ 10,8 milhões por mês.

Entre as atribuições da modalidade estão a separação e a entrega dos remédios aos usuários com receituários prescritos. A previsão é que o serviço perdure por 6 meses.

Para a testagem em massa, até agora, a Secretaria de Saúde já destinou pouco mais de R$ 4 milhões, valor para aquisição de 23 mil testes rápidos. A medida é uma das prioridades do Executivo local como forma de saber onde estão os focos da doença na cidade

Há, ainda, um adicional de R$ 3,6 milhões para fornecimento de oxigenação a pacientes com problemas respiratórios. O contrato inclui oxigênio domiciliar, para aqueles pacientes que podem manter o tratamento em casa, além de equipamentos portáteis para uso emergencial em caso de transporte ou reacomodação.

O valor também contempla o fornecimento do gás para os dois cenários, já que um dos principais ataques da doença é no sistema pulmonar.

Veja a tabela:

REPRODUÇÃO / SES
Secretaria de Saúde já destinou R$ 108 mi para pandemia da Covid-19 no DF