TUCANO HISTÓRICO PEDE QUE PSDB DESEMBARQUE DO GOLPE

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Um dos políticos mais experientes do PSDB, o ex-deputado Arnaldo Madeira, que foi chefe da Casa Civil de Mario Covas, defende que os tucanos “não devem mergulhar na ideia do impeachment”; em entrevista, ele critica a postura da legenda em 2015, que segundo ele, teria ficado “a reboque” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); presidente da sigla, senador Aécio Neves (PSDB-MG) era favorável à aliança com Cunha mesmo com as denúncias contra o deputado; Madeira avalia ainda que “não há liderança que toque o país, nem no PSDB, e os partidos se tornaram cartórios de registro de candidatura”

Fundador do PSDB e um dos políticos mais experientes do partido, o ex-deputado federal Arnaldo Madeira, que foi chefe da Casa Civil de Mario Covas e um dos coordenadores da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014, defende que os tucanos desembarquem do golpe contra a presidente Dilma Rousseff.

“O partido deve acompanhar, não se posicionar contra, mas também não mergulhar na ideia do impeachment. Até agora não houve nenhum fato forte que justificasse a saída de Dilma. O PSDB deveria ir mais devagar. Está com muita sede e paralisou as coisas para ficar em cima do impeachment”, opinou duramente o tucano histórico.

A declaração foi feita em entrevista à jornalista Bela Megale, da Folha de S. Paulo. Ele avalia que o impeachment é “um abalo na estrutura política do país” e afirma não ter visto “a sociedade mobilizada pró-impeachment como vi na época do (ex-presidente) Fernando Collor”.

Questionado sobre o erro do partido em 2015, ele apontou que o PSDB “ficou um bom tempo a reboque” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), “confiando na ação dele e paralisado no debate do impeachment”. Para o tucano, “o papel da sigla seria apontar os erros que o governo vem cometendo e indicar alternativas”.

Leia aqui a íntegra.

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