Olimpíada do Conhecimento traz o futuro para o agora

Na Olimpíada do Conhecimento 2018, a inovação é mais que um conceito abstrato e está exemplificada em todos os 25 mil m² do evento, que ocorre até o próximo domingo no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Com entrada franca, o objetivo é mostrar aos visitantes o que a tecnologia pode oferecer de benefícios para as indústrias, casas, escolas e mesmo nas ruas. O futuro high-tech, assim como aparece em muitos filmes, parece estar bem mais perto.

E se essa inovação vir acompanhada de preocupação ambiental é ainda melhor. Foi baseado nisso que os estudantes do Senai da Vila Canaã, em Goiânia (GO), desenvolveram um projeto para reutilizar plástico de garrafas e sacolas. Assim, em 2015, eles criaram o Plastisseiro, que nada mais é que um travesseiro com 100% do enchimento de plástico reciclado.

O projeto já foi até apresentado no estado do Arkansas, Estados Unidos, depois dos quatros meses de evolução da ideia até o primeiro protótipo. De acordo com uma das desenvolvedoras do projeto, a estudante técnica de alimentos, Gabriella Vitória, 16, a invenção pretende, de forma barata, auxiliar quem tem alergia a ácaros, já que o objeto fica livre disso.

Colega dela, o estudante técnico de processos gráficos Marcos Vinícius lembra que, no início, eles pretendiam fazer um projeto sobre o uso do plástico. O insight veio quando um deles deitou e colocou a cabeça em uma sacola. “Ortopedistas já analisaram nosso projeto e aprovaram”, afirma. Mas ele lembra que, para o objeto chegar ao mercado, ainda é preciso auxílio para a produção em massa.

Marcos Vinicius e Gabriela Victória / Foto: Rayra Paiva/Jornal de Brasilia

Assim como o “plastisseiro”, muitos outros objetos estão prestes a tomar as nossas casas. É o caso do guarda-roupa que tem uma câmera na frente e permite que você olhe, em uma tela, como a vestimenta desejada ficará no corpo. Aí, é só pegar no armário e não ficar mais em dúvida com o look. E na volta do trabalho, à noite, a pessoa pode estar um pouco cansada, ligar a TV e controlar toda a iluminação pelo celular, ajudando no momento de preguiça.

Ônibus rastreado

Fora de casa, se ela precisa pegar um ônibus em uma parada específica, pode ficar tranquila. O CittiMobi resolve isso para ela. Diferentemente de outros aplicativos, ele utiliza um sistema de geolocalização para mostrar quanto tempo falta para um determinado ônibus passar naquela estação ou quais são as linhas que transitam por ali e quando elas farão isso. O sistema já funciona em 70 cidades do Brasil, espalhadas por 11 estados. São 20 mil ônibus com o rastreamento desde o lançamento, em janeiro de 2014.

Casinha de cachorro high-tech

Com tanta tecnologia, o usuário não precisa mais sequer ficar preocupado se o animal de estimação está sem água ou comida. Um grupo de oito alunos do Sesi Senai de Sobradinho deu um jeito nisso.

Os estudantes criaram uma casinha de cachorro automatizada e que pode ser controlada por qualquer lugar com acesso à internet. A aluna de robótica Júlia Alves dos Santos, 18 anos, explica que a ideia do projeto era levar em consideração o bem-estar do animal em primeiro lugar, mesmo que por algumas horas a mais sozinho.

“Por celular, a pessoa pode colocar água ou algumas porções de comida para o animal. Também pode ventilar a casinha pelo sistema de refrigeração. O próximo passo é diminuir o tamanho da casa, para cães de porte pequeno, e separar uma parte para as fezes”, diz a também estudante de robótica Mariana Silva, 18.

Concreto impresso

A Olimpíada do Conhecimento vai mostrar também que já é possível imprimir até concreto. Os visitantes poderão acompanhar a impressão de peças e mobiliários de decoração. A impressora 3D, chamada de Inova House 3D, foi desenvolvida a partir de parceria entre a Universidade de Brasília (UnB) e o Senai. No espaço gastronômico, impressoras 3D farão ainda a massa e o recheio de salgados e panquecas.

Fonte: JBr

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *