Saude

Espaço humanizado tranquiliza crianças em tratamento

O receio de entrar na sala de procedimentos da pediatria do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) era constante nos 15 dias de internação de Cauã, de quatro anos. A mãe, Tainara Beatriz Duarte, conta que as coisas mudaram nesta semana, após a transformação do ambiente. “As crianças estão com menos medo de tomar injeção”, relata. “Entrar naquela sala era o mesmo que ir a uma sala de terror. Agora ficou bem divertido para eles”.

O menino tem celulite orbitária em um dos olhos, uma infecção grave da cavidade óssea onde o globo ocular está localizado e que, se não for tratada, pode levar à cegueira. Apesar disso, Cauã aproveita o tempo no hospital brincando com os amigos pelos corredores e, sempre que pode, vai pular amarelinha e visitar seus personagens favoritos na sala de procedimentos.

A transformação do espaço foi um projeto executado por alunos do curso de enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs). “A gente pensou em algo para mudar a ambiência da sala, transformá-la em algo mais lúdico, mais atrativo, humanizado”, explica a estudante Isabela Alencar de Oliveira, que participa do grupo desenvolvedor da ação. “Pesquisas mostram que o lúdico transmite acolhimento, calma e nos inspiramos nisso”.

Novo ambiente

 “Nós nos baseamos na Política Nacional de Humanização, que recomenda que o lugar tem de ser acolhedor, humanizado, e o lúdico ajuda a facilitar o atendimento, pois a criança se distrai com os personagens e não fica tão nervosa para a realização dos procedimentos”, detalha Victoria Martins Farias, também integrante da turma da Escs. “Pensamos que, diminuindo a possibilidade de traumas provocados pelo ambiente hospitalar em eventos futuros, essas crianças não terão tantos medos, como de agulha, de médico e de sangue, bem como outros traumas”.

A confirmação da necessidade dessa mudança foi definida após a aplicação de questionários aos pais, acompanhantes e profissionais do setor de enfermaria pediátrica do HRT, antes e depois das melhorias realizadas. Eles responderam a questões sobre o sentimento dos pequenos, se havia o medo de entrar na sala e outras reações. Segundo as estudantes, os adultos já percebem uma reação positiva das crianças em relação ao ambiente transformado.

O lugar também sofreu readequação para ficar dentro das normas RDC 50 e NR 32, que preconizam um ambiente de fácil higienização das paredes, objetos laváveis e outros itens que previnem a contaminação hospitalar.

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