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Vacina russa Sputnik V entrará em fase de testes clínicos no Brasil

Vacina russa contra Covid-19 (Foto: Sputnik News)

A vacina russa Sputnik V entrará em fase de testes clínicos no Brasil. O governo do Paraná, que em agosto assinou com a Rússia um acordo para o desenvolvimento dessa vacina no Brasil, planeja iniciar esses testes em 45 dias, com cerca de dez mil voluntários.

Uma estimativa divulgada pelo governo do estado na semana passada revelou que o Paraná planeja iniciar os testes da Sputnik V em 45 dias, com cerca de dez mil voluntários.

Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), instituto responsável por todas as etapas do projeto no Brasil, desde a pesquisa até a distribuição das doses da vacina russa, contou que a ideia é que os testes sejam iniciados em profissionais da saúde que atuam em hospitais públicos universitários do estado.

“Esses hospitais em um primeiro momento ficarão à disposição dos testes e os profissionais de saúde, por estarem na ponta da linha, estão no nosso planejamento de início dos testes. Mas claro que esses testes poderão ser ampliados para grupos de riscos”, disse à Sputnik Brasil.

Segundo Callado, o Tecpar e o Instituto Gamaleya devem desenvolver em até 30 dias o protocolo de validação, que será enviado para a Anvisa e para a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

“A previsão inicial são de três meses de testes, mas o acompanhamento de eficácia da vacina ocorre por um período de no mínimo dois anos”, explicou.

Callado afirmou que, se os testes da fase três forem positivos, o instituto vai tentar importar da Rússia as primeiras doses.

“Caso os testes na fase três sejam aprovados para a realização e os testes apresentem resultados positivos, nós vamos trabalhar na busca do registro dessa vacina. Uma vez registrada nós poderemos importar os primeiros lotes”, disse.

O diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) elogiou a tecnologia implementada no desenvolvimento da Sputnik V.

“É uma tecnologia nova, mais avançada pelo fato de trabalhar diretamente com dois adenovírus humanos. Esses adenovírus poderão conferir uma segurança a mais em relação a reações adversas e também poderão estimular o potencial de imunização. É uma tecnologia nova e nós, como Instituto de Tecnologia do Paraná, estamos abertos para os desafios e oportunidades para evolução e transferência tecnológica”, completou.

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