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Mesmo hipertenso e no grupo de risco, jornalista do SBT que morreu infectado por Covid-19 não foi liberado do trabalho

José Augusto Nascimento Silva (Foto: Reprodução)

Dias antes de morrer por coronavírus, jornalista divulgou áudios com acusações contra o SBT e deflagrou a situação de insalubridade na emissora de Silvio Santos

247 – A morte do editor de imagens José Augusto Nascimento Silva na segunda-feira (13) em decorrência do novo coronavírus deflagrou a situação de insalubridade no SBT Rio. No final de março, três semanas antes de sua morte, ele enviou áudios pelo WhatsApp acusando a emissora de negligência por manter trabalhando profissionais suspeitos de terem a Covid-19. Uma dessas pessoas, cita Silva, era a apresentadora Isabele Benito, com quem teria se contagiado. A informação é do Notícias da TV.

No áudio, Naná –como era chamado José Augusto pelos colegas– apresentava-se indignado com o descaso da emissora, a qual classificou como o “epicentro do coronavírus na cidade do Rio de Janeiro”. Segundo funcionários, o SBT Rio não deu a devida atenção a quem apresentou sintomas logo de início e reportou à chefia, que os obrigou a trabalhar normalmente na sede enquanto não recebessem o diagnóstico com a confirmação da doença.

“Nenhum lugar no Rio de Janeiro tem mais casos suspeitos que no SBT. (…) Eu agora estou sob suspeita, inclusive com atestado de 14 dias que o doutor deu porque me calcei, sabe que não sou burro. Se tiver que processar essa turma eu vou processar. Acho de uma irresponsabilidade tremenda”, esbravejou o editor de imagens.

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Ataide Santos

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