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Hospital de Campanha de Ceilândia deve começar a funcionar em 20 dias

Foto: Geovana Albuquerque/Agencia Saude DF

Secretaria de Saúde autorizou o recebimento da estrutura, em Ceilândia, e, agora, serão tomadas providências para equipar a unidade. Em cerca de 20 dias, o espaço deve começar a funcionar. Serão 60 leitos, inicialmente, para tratamento da covid-19

Por Caroline Cintra

A obra do Hospital de Campanha de Ceilândia foi entregue, nesta sexta-feira (27/11), após avaliação e aprovação da Subsecretaria de Infraestrutura da Secretaria de Saúde. Início da construção começou em 14 de julho. A partir de agora, o Governo do Distrito Federal (GDF) tomará as providências para equipar a unidade que, inicialmente, atenderá apenas pacientes com o novo coronavírus. De acordo com a Secretaria de Saúde, em aproximadamente 20 dias, o local começará a funcionar. A estrutura foi erguida na QNN 27 e comportará 60 leitos — sendo 20, de suporte respiratório e 40, de enfermaria. O valor investido na construção foi de R$ 10,4 milhões.

“Todos os equipamentos que serão instalados no Hospital de Campanha de Ceilândia são oriundos do Hospital de Campanha do Mané Garrincha. Estes equipamentos, inclusive, já estão sob a responsabilidade da Superintendência da Região Oeste”, afirmou o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez. A unidade está em uma área de aproximadamente 22,9 mil metros quadrados e fica ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia.

O novo hospital de campanha será inaugurado para atender pacientes diagnosticados com a covid-19. O DF registrou 844 casos confirmados, de acordo com o boletim da Secretaria de Saúde divulgado às 18h de ontem. Agora, a capital soma 227.581 infectados pelo novo coronavírus. Do total, 217 mil estão recuperados, o que equivale a 95,5% dos pacientes. Mais cinco óbitos foram notificados, totalizando 3.915 mortos. A Ceilândia segue como a região com o maior número de casos (27.283). Em seguida, está o Plano Piloto (19.132) e Taguatinga (18.722).

Letalidade

Hoje, no DF, a taxa de letalidade da doença é de 1,8%. A faixa etária mais atingida está no grupo de 80 anos ou mais. No início da crise sanitária, o índice era menor. O primeiro boletim divulgado pela pasta, em que aparecem esses números, refere-se a 31 de março. A taxa de letalidade era 0,9%.

O professor do departamento de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB) Jonas Brandt explica que, embora a taxa de 1,8% pareça baixa, o índice é, na verdade, um alerta de risco. “Estamos falando de mais de 500 casos por dia. Quando analisa o fato da pandemia em crescimento, nessa proporção temos quase 10 mortes por dia. Se multiplicar isso por 30, são 300 mortes por mês. É preciso redobrar a vigilância para que esses números diminuam”, afirma.

Segunda onda

A chance de uma segunda onda da covid-19 no Distrito Federal assustou os brasilienses. A Secretaria de Saúde, no entanto, informou que está preparada para essa possibilidade, que é realidade em alguns países da Europa. De acordo com a pasta, um inquérito epidemiológico será realizado para avaliar o índice de transmissibilidade e a circulação do coronavírus na capital. Para o processo, serão aplicados 10 mil testes.

A pesquisa faz parte do Plano Estratégico de Combate ao Coronavírus no Distrito Federal — Ações de Enfrentamento 2020-2021 e dará ao GDF subsídios para identificar eventuais riscos de uma segunda onda do novo coronavírus e adotar medidas de prevenção e combate à pandemia. Segundo a Saúde, mais 150 mil testes rápidos entregues em novembro pelo Ministério da Saúde foram disponibilizados para as unidades do DF a fim de detectar os casos da covid-19. O Laboratório Central (Lacen) é reabastecido mensalmente com 18 mil kits para a análises de testes do tipo RT-PCR, que detecta material genético do vírus a partir de secreções das mucosas nasais, o antígeno é capaz de encontrar fragmentos proteicos do Sars-CoV-2.

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Joao Victor Martins

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