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Covid-19: DF tem maior taxa de casos por 100 mil habitantes da variante delta no Brasil; especialistas alertam possível 3ª onda da doença

OMS diz esperar que variante delta do coronavírus 'se torne a linhagem dominante em circulação nos próximos meses' — Foto: Getty Images via BBC
Por Brenda Ortiz e Luisa Doyle, G1 DF e TV Globo

O Distrito Federal é a unidade da federação com a maior taxa de casos da variação delta da Covid-19, por 100 mil habitantes (0,57). Especialistas apontam para uma possível terceira onda, por conta da nova variante.

Até o momento, o Ministério da Saúde registrou 247 casos da variante Delta em todo Brasil. O Rio de Janeiro concentra 99 casos, seguido do DF, com 51 infectados.

De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, há seis casos de infecção pela Delta sendo investigados no Hospital da Criança de Brasília José Alencar. Um deles é de uma criança, paciente da unidade, que já tem um quadro de comorbidades.

Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, o problema desta nova cepa é que ela é “muito mais transmissível que outras cepas da Covid-19. “Hoje nós já sabemos que a variante delta ela é 100% mais contagiosa do que a cepa original da China, e cerca de 30% mais contagiosa do que a variante P1, que já causou uma superlotação dos hospitais no inicio do ano”, aponta.

“Nós também sabemos que os pacientes que tem essa variante tem uma carga viral muito maior quando comparada a outras. Por isso seu grande poder de transmissão, as pessoas infectadas se tornam transmissíveis cerca de quatro dias antes de iniciarem os sintomas”, diz a médica.

 

Possibilidade de terceira onda de Covid-19

Ainda não há conclusões sobre a gravidade da variante delta, mas a alta taxa de transmissibilidade causa preocupação, principalmente em locais onde a vacinação ainda é baixa, como no Brasil. O médico intensivista Rodrigo Biondi alerta para o perigo de uma terceira onda de Covid-19, se os casos da variante delta aumentarem enquanto ainda não há uma parcela grande da população vacinada.

De acordo com o médico, o DF passa por um período de queda no número de casos e de mortes, mas também de desmobilização da população, que “não está mais aderindo às orientações das unidades sanitárias”.

“O comercio está totalmente aberto, e as atividades estão voltando ao normal. Mas essa variante delta tem um grande poder de transmissão. Ou seja, rapidamente ela será uma variante predominante e quanto mais uma variante circula e se replica, maior é o risco de novas mutações”, diz o intensivista.

 

Para o especialista é importante que haja uma aceleração do programa de vacinação. “Todos aqueles que têm oportunidade de vacinação, que tomem a sua vacina, seja ela qual for. Mais importante do que o tipo de vacina que você vai tomar é a quantidade de pessoas que estão vacinadas”.

Vacinação no DF

 

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De acordo com a Secretaria de Saúde, no domingo (1º), o DF chegou à marca de 25,26% da população completamente vacinada contra a Covid-19. De acordo com o levantamento da pasta, 538.876 pessoas receberam as duas doses e 52.344 tomaram a dose única, totalizando 591.220 imunizados.

Em relação à população em geral, 19,12% completaram a vacinação na capital. No caso da primeira dose, 1.311.470 foram contemplados em Brasília, o que representa 59% das pessoas com mais de 18 anos ou 44,65% dos demais moradores da capital.

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Ataide Santos

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