Cidade saúde

Cirurgias eletivas continuam na rede pública de saúde

Reabertura de 20 leitos no Hran, que garante a retomada de tratamentos, marca o início da reestruturação do sistema

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) reabriu, na manhã desta segunda-feira (11), o centro para cirurgias eletivas, que estava fechado desde março de 2020. Assim, a unidade de saúde começará a diminuir a fila de espera de pacientes que aguardam para operações não emergenciais na rede pública. Além disso, o Governo do Distrito Federal (GDF) entregou 20 leitos no hospital, sendo dez de UTI e dez da enfermaria cirúrgica.

A expectativa do governo é que, com a reabertura do centro cirúrgico, as filas de pessoas que esperam por uma cirurgia eletiva comecem a diminuir. Há cerca de 2,5 mil pacientes vasculares e outros 5 mil à espera de cirurgias no Hran. São consideradas cirurgias eletivas aquelas que podem ser postergadas por até um ano sem causar grandes problemas ao paciente.

“Elas serão reativadas aos poucos, mas precisamos operar esses pacientes que já estão regulados e esperando na fila. Este é o início da reestruturação de todo o hospital”, destaca o superintendente da Região de Saúde Central  – que coordena todos os centros de saúde das asas Sul e Norte, mais Lago Norte e Varjão –, Luciano Gomes.

“Este é o início da reestruturação de todo o hospital”Luciano Gomes, superintendente da Região Central de Saúde

Reativação

Desde outubro do ano passado, dez leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não específicos para Covid-19 estavam fechados no Hran. Além disso, dez leitos da enfermaria cirúrgica – para onde os pacientes vão após serem operados – também estavam bloqueados desde novembro. Foram reabertos os leitos, a partir de hoje.

“Eles vão garantir que as cirurgias eletivas sejam retomadas”, explica o governador em exercício, Paco Britto. “Esta é a primeira fase da reestruturação da saúde. Nos próximos 15 dias, será entregue também o Hospital da Ceilândia”. Segundo Paco, o GDF já convocou novos profissionais para a área da saúde e, ainda nesta semana, mais profissionais serão contratos – cerca de 100 imediatamente e outros 50 para cadastro reserva.

Atenção à Covid

A diferença entre leitos que atendem pacientes da Covid-19 e os leitos comuns de UTIs é a presença ou não de respirador e aparelho para hemodiálise. De acordo com Paco, caso haja necessidade, leitos comuns podem ser transformados para atender pessoas infectadas pelo coronavírus.

“Ainda temos leitos disponíveis, não apenas no Hran, mas em outros hospitais do DF que estão preparados para o atendimento desses pacientes”, afirma o governador em exercício. “Estamos acompanhando o número de casos e precisamos que a população se conscientize, que entenda que esse vírus é sério, que as vacinas ainda estão por vir.”

“Estamos acompanhando o número de casos e precisamos que a população se conscientize, que entenda que esse vírus é sério, que as vacinas ainda estão por vir”Paco Britto, governador em exercício

O DF, que passava por um período de estabilidade em relação à doença, entrou na fase de alta de casos. O aumento da procura por atendimento hospitalar já foi registrado na Hran, segundo o superintendente da Região Central.

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, lembra que, embora a capital federal esteja com número inferior a 1 na taxa de transmissão da Covid-19 – 0,87, o que significa que cada 100 pessoas infectadas podem transmitir a doença para outras 87 pessoas –, esse número já foi de 0,74. “Temos acompanhado tudo com muita atenção, juntamente com o Ministério da Saúde”, assegura. Ele reforça a informação de que a rede está preparada para transformar leitos que possam atender pacientes acometidos pelo coronavírus.

“Estamos muito tranquilos e preparados e vamos fazer a vacinação com muita tranquilidade; a população não precisa se preocupar”Osnei Okumoto, secretário de Saúde

A vacinação, informa o secretário, também está garantida. “Estamos muito tranquilos e preparados e vamos fazer a vacinação com muita tranquilidade; a população não precisa se preocupar”, ressalta. De acordo com Osnei Okumoto, há mais de 1,5 mil servidores treinados para a aplicação de vacinas e 169 salas de imunização em todo o DF, além de oito unidades de rede para armazenamento e distribuição dos imunizantes.