PT PEDE MENOS JUROS, CPMF E 20% A MAIS NO BOLSA FAMÍLIA

 Em documento divulgado na sexta-feira (26) após reunião do diretório nacional do PT no Rio de Janeiro, o partido lançou o que chamou de “Programa Nacional de Emergência”, com 20 propostas, que vão da redução da taxa básica de juros, a volta da CPMF e um reajuste de 20% no Bolsa Família. A cúpula do PT também sugeriu que as reservas internacionais sejam utilizadas para um fundo destinado a obras de infraestrutura, saneamento e energia.
O documento apresentado como proposta para discussão do diretório nacional afirma que “o Brasil atravessa período de crise e turbulência, em que se confrontam distintas visões sobre o desenvolvimento nacional”. De acordo com partido, as contas estatais somente poderão ser resolvidas “a partir da radicalização dos mecanismos redistributivos”. “Forte redução da taxa básica de juros como elemento fundamental para diminuir o déficit nominal da União, aumentar o investimento público, impedir a apreciação cambial, baratear o crédito e incentivar a retomada do crescimento econômico”, diz o documento.
Em relação à volta da CPMF, o partido se alinhou ao governo. O documento defende a aprovação da PEC pelo parlamento, “estabelecendo arrecadação compartilhada entre os entes federativos”.
Ao defender o uso de reservas internacionais para a criação de fundo, o PT vai na contramão do que o governo tem defendido. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, já afirmou que as reservas são um seguro contra choques internacionais na economia brasileira e que elas não devem ser usadas para financiamentos.
O partido também contradiz o governo ao defender reajuste de 20% nos valores do Bolsa Família. Ao sancionar o orçamento deste ano, a presidente vetou o trecho estabelecia previsão de recursos para o programa em valor suficiente para assegurar o reajuste dos benefícios de acordo com o índice oficial de inflação, medida pelo IPCA, acumulada entre maio de 2014 e dezembro de 2015.
Ainda segundo o documento do PT, a saída para crise “se encontra na retomada do combate à desigualdade de renda e riqueza como princípio reitor de um segundo ciclo de desenvolvimento com inclusão social”.
O texto também cita o que o partido considera pilares “fundamentais” para as contas das estatais. São eles: a redução das transferências financeiras do estado para grupos privados, implementação de mudanças tributárias progressivas e adoção de um plano de investimentos públicos e expansão de gastos sociais.
Compartilhe em suas redes sociaisShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *