Politica

Surge uma frente ampla contra o golpe de Bolsonaro

Líderes de esquerda, centro e direita unem-se contra a ameaça de fechamento do Congresso Nacional encampada por Bolsonaro. Lula, Dilma, FHC, Ciro, Doria, Felipe Santa Cruz e outros levantam-se contra o golpe

Há uma reação enérgica e rápida à ameaça de golpe comandada por Bolsonaro e pelo general Heleno, com a convocação de uma manifestação pelo fechamento do Congresso em 15 de março. Entre a noite da terça-feira de Carnaval (26), quando a notícia de que Bolsonaro está convocando a manifestação golpista e a manhã desta quarta-feira de Cinzas alguns dos principais líderes do país levantaram-se em  protesto de maneira uníssona, ainda que sem articulação.

Veja:

Lula: “É urgente que o Congresso Nacional, as instituições e a sociedade se posicionem diante de mais esse ataque para defender a democracia”.

Dilma: “Torna-se  urgente e necessária forte resposta   das  instituições ou o País mergulhará, + uma vez, na escuridão das ditaduras”.

FHC: “Estamos com uma crise institucional de consequências gravíssimas. Calar seria concordar. Melhor gritar enquanto de tem voz, mesmo no Carnaval, com poucos ouvindo”.

Ciro: “Que o Congresso, sob as lideranças de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, e o STF, com todos os Ministros, saibam reagir a essa ameaça”.

Doria: “Devemos repudiar com veemência qualquer ato que desrespeite as instituições e os pilares democráticos do país. Lamentável o apoio do Presidente Jair Bolsonaro a uma manifestação contra o Congresso Nacional”

Felipe Santa Cruz, presidente da OAB: ““Entendo que é inadmissível, o presidente está mais uma vez traindo o que jurou ao Congresso em sua posse, quando jurou defender a Constituição Federal. A Constituição e a democracia não podem tolerar um presidente que conspira por sua supressão”.

Alessandro Molon, líder da oposição na Câmara dos Deputados: “”Temos que parar Bolsonaro! Basta! As forças democráticas deste país têm que se unir agora. Já! É inadiável uma reunião de forças contra esse poder autoritário. Ou defendemos a democracia agora ou não teremos mais nada para defender em breve”.