Sessão solene no plenário da CLDF homenageia as Margaridas

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza sessão solene na tarde desta sexta-feira (4) em homenagem às trabalhadoras rurais, extrativistas, indígenas e quilombolas que marcham nas ruas de Brasília para expor suas reivindicações. Trata-se da maior mobilização de mulheres de toda América Latina e as participantes são conhecidas como “as Margaridas”. A iniciativa da homenagem é do deputado Chico Vigilante (PT), e a solenidade acontecerá no plenário da Câmara, a partir das 15h.
Ao justificar a realização da sessão solene, o distrital destaca a importância do movimento das Margaridas. “Essa manifestação acontece desde o ano 2000, quando mulheres de todo Brasil cobram políticas públicas voltadas a um modelo de desenvolvimento centrado na vida, no respeito à diversidade e contra a violência”, comentou o distrital.
Chico Vigilante afirma que, dentre as principais reivindicações, estão a garantia permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente, acesso à terra e valorização da agroecologia, educação que não discrimine as mulheres, fim da violência sexista, acesso à saúde, respeito, autonomia econômica, trabalho, renda, democracia e participação política. “Lutam ainda pelo fim da violência no campo e por direitos trabalhistas, como respeito aos horários de trabalho, carteira assinada, décimo terceiro salário, férias remuneradas, dentre outros” completou o parlamentar.
O deputado acrescenta que a pauta de reivindicações do movimento é resultado de discussões coletivas promovidas pela Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais (Contag), em parceria com outras entidades, como a Marcha Mundial das Mulheres, Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia (Mama), Movimento Interestadual de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu, União Brasileira de Mulheres, dentre várias outras entidades que representam a luta das mulheres do campo.
Homenagem – A escolha do nome Marcha das Margaridas e da data é uma homenagem a Margarida Maria Alves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Ela foi assassinada em 12 de agosto de 1983, a mando de latifundiários da região.

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