Quando Dilma trocou a “taça de campa” por um pau-de-fogo

Foto histórica de 1962 publicada pelo escritor Fernando Morais mostra Dilma Rousseff brindando com amigas em seu baile de debutantes. Dois anos depois, ano do golpe militar, a jovem Dilma trocaria a “taça de champã” por um “pau-de-fogo” para combater a ditadura

A jovem Dilma Rousseff em seu baile de debutantes em 1962 (divulgação)
A jovem Dilma Rousseff em seu baile de debutantes em 1962 (divulgação)

O escritor Fernando Morais (1) publicou em seu perfil oficial no Facebook uma imagem da presidente Dilma Rousseff em 1962. Dilma aparece em um baile de debutante, em Belo Horizonte, brindando com as amigas.

A foto foi tirada dois anos antes do golpe civil-militar que instauraria uma ditadura no Brasil por longos 21 anos. Junto com a imagem, o escritor publicou: “foto expropriada da página do André Presuntinho. Dilminha em seu baile de debutantes, em 1962. Isso foi ainda em Belo Horizonte, quando ela estudava no colégio Sion (em frente à minha casa). Depois, Dilminha foi pro sul e trocou a taça de champã por um pau-de-fogo”.

Fernando Morais se referiu à decisão de Dilma Rousseff de integrar grupos de combate à ditadura brasileira. Dois anos após a imagem, em 1964, ano do golpe civil-militar, Dilma entrou para o Polop (Política Operária), ainda em Belo Horizonte, e em seguida ingressou no Colina (Comando de Libertação Nacional). Já em 1967 ela se casou com o jornalista Cláudio Galeno Linhares.

Em 1969, cassada pelos militares, começou a viver na clandestinidade e foi obrigada a abandonar o curso de economia na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Pouco depois, separou-se de Galeno e começou a morar em Porto Alegre (RS) com o advogado e militante Carlos Araújo, que depois viria a ser deputado estadual. Com ele, Dilma teve sua única filha, Paula Rousseff Araújo.

Em julho de 1969, Colina e VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) se uniram, criando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Em janeiro de 1970, Dilma foi presa em São Paulo e ficou detida na Oban (Operação Bandeirantes), onde foi torturada.

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