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Privatização da CEB é tema de pronunciamentos em sessão remota da CLDF

GDF estimou em R$ 1,4 bilhão o preço da estatal e promete manter empregos dos atuais funcionários. Oposição teme aumento de tarifas e critica quebra de promessa de campanha Foto: CLDF Notícias

A Companhia Energética de Brasília (CEB) anunciou nesta segunda-feira (28) o preço mínimo de venda da CEB Distribuição – responsável pelo fornecimento de energia elétrica no Distrito Federal. O valor estimado é de R$ 1,4 bilhão. A privatização da empresa pública repercutiu entre os deputados distritais na sessão remota da Câmara Legislativa desta terça-feira (29).

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O primeiro a tratar do assunto em plenário foi o deputado Delmasso (Republicanos), que parabenizou a CEB por ter divulgado o valor da privatização: “Esse anúncio fez com que, em menos de 24h, as ações da CEB no mercado aumentassem em 30%. Acredito que o governo conseguirá vender por mais de R$ 2 bilhões”. O distrital afirmou, ainda, que o governador Ibaneis Rocha assumiu o compromisso de que nenhum empregado da CEB será demitido: “Eles serão recolocados na CEB Serviços, que será a grande eletricista do governo, com a missão de colocar, no DF, 100% de iluminação de LED, mais eficiente e barata”. Para finalizar, Delmasso destacou que, com a privatização, o GDF vai deixar de aportar cerca de R$ 100 milhões por ano para cobrir eventuais rombos da estatal.

Na sequência, diversos parlamentares trataram do assunto, todos com ponderações críticas ao processo de privatização da CEB. A deputada Arlete Sampaio (PT), contrária à venda da empresa pública, alertou para o caso de Goiás, onde a Companhia Energética de Goiás (CELG) foi entregue à iniciativa privada: “Lá, os serviços pioraram, e os preços aumentaram enormemente”.

Na mesma linha, o deputado Fábio Felix (PSOL) ressaltou que a CEB é uma empresa “estratégica e fundamental para nossa cidade” e que, em Goiás, a tarifa de luz triplicou após a privatização da companhia energética estatal. “Os governos passam, mas nosso patrimônio público fica. E tenho preocupação muito grande, especialmente pela forma como este governo tem demonstrado fazer negócios: sem transparência e sem discussão pública”, completou.

A deputada Júlia Lucy (Novo) também se manifestou sobre o assunto na sessão virtual: “O posicionamento do partido Novo é muito claro: caso a privatização não seja feita com muita transparência, somos contra. Nosso apoio é pela transparência e pelo melhor para o povo. Não existe apoio incondicional para nenhuma proposta”.

Por fim, o deputado Leandro Grass (Rede) lamentou o descumprimento de promessa de campanha por parte do chefe do Buriti: “O problema é o candidato dizer para os funcionários da empresa pública que vai fortalecer a entidade e, depois das eleições, fazer tudo ao contrário. Está dando exemplo de estelionato eleitoral, contrariando promessas de campanha”.