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Políticos reagem ao desfile das Forças Armadas organizado por Bolsonaro

Jornal GGN – Jair Bolsonaro está organizando um desfile das Forças Armadas em Brasília, amanhã (10), em momento de grave tensão entre o governo e o Judiciário, e diante das ameaças às eleições 2022. Estará presente o ministro da Defesa, Walter Braga Netto (saiba mais aqui). Após a notícia, figuras políticas se manifestaram contra o ato militar em frente ao Palácio do Planalto.

O desfile de tanques nas ruas acontece nesta terça-feira, dia em que é votada a PEC do voto impresso na Câmara dos Deputados. Nas redes sociais, Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que o ato é uma “provocação bolsonarista”. Já Juliano Medeiros, colega de partido do candidato à prefeitura de São Paulo em 2020, anunciou que o PSOL entrou com “um Mandado de Segurança na Justiça do Distrito Federal para proibir qualquer presença de veículos ou tropas militares durante as votações no Congresso Nacional”.

O vice-presidente da CPI da Pandemia, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), em sua rede social, referiu-se a Bolsonaro como “inquilino do Palácio” e afirmou que “colocar tanques na rua não é demonstração de força, e sim de covardia”. Ainda, o senador questionou ao presidente se ele quer “tentar dar o golpe”: “É o crime que falta para lhe colocarmos na cadeia”, completou.

Já no campo da direita, o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) também se mostrou contra o desfile nas redes sociais, declarando que prefere acreditar que o ato não é uma tentativa de intimidação, mas se for, “aprenderão a lição de que um Parlamento independente e ciente das suas responsabilidades constitucionais é mais forte que tanques nas ruas”.

Por outro lado, Christian Lynch, cientista político, historiador do direito e editor da Revista Insight Inteligência, vê o ato como “trolagem” do presidente. “A ideia do desfile é molecagem típica de Bolsonaro. A operação militar ocorre anualmente. Alguém bolou a desculpa de entregar a ele o convite para assistir às manobras, para justificar o desfile de tanques bem no dia da votação no Congresso”.