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Polícia faz buscas no escritório de Ricardo Barros, líder de Bolsonaro na Câmara

Polícia Federal e Ricardo Barros (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil | Clauber Cleber Caetano/PR)

O Ministério Pùblico do Paraná cumpre mandado de busca e apreensão no escritório do deputado federal Ricardo Barros, em Maringá (PR). Ele é líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) cumpre na manhã desta quarta-feira (16) um mandado de busca e apreensão no escritório do deputado federal Ricardo Barros (PP), em Maringá, no norte do Paraná. por suposto desvio de dinheiro na compra de equipamentos. O Gaeco do Paraná investiga as acusações feitas por delatores da Galvão Engenharia sobre o pagamento de R$ 5 milhões em propina a Ricardo Barros para intermediar negócios junto à Copel, a estatal de energia do Paraná. Há outras acusações que pesam contra ele, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa ao identificar ilegalidades em oito processos de compra por dispensa de licitação na época em que ele era ministro da Saúde de Michel Temer, em 2017.

O deputado é líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados desde agosto, e foi ministro da Saúde de 2016 a 2018, durante o governo Michel Temer. Antes do iniciar o seu sexto mandato na Câmara, ele foi prefeito de Maringá.

A ação é realizada pelo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e conta com a ajuda da ajuda da Polícia Civil.

Leia reportagem do 247 de 12 de agosto último sobre denúncia do Ministério Público contra Barros, logo depois da nomeação dele como líder de Bolsonaro:

O novo líder de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP), foi denunciado pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa ao identificar ilegalidades em oito processos de compra por dispensa de licitação na época em que ele era ministro da Saúde de Michel Temer, em 2017, segundo artigo do jornal O Globo.

Os procuradores afirmam que Barros autorizou o pagamento de R$ 19 milhões a uma empresa contratada para fornecer medicamentos que nunca prestou o serviço. O MP reforça que o deputado do Centrão autorizou o repasse mesmo sabendo que ela não possuía os lotes informados e cadastramento pela fabricante das mercadorias para fornecê-las.

“As investigações apontaram que o favorecimento das empresas partiu do ex-ministro Ricardo Barros, que determinou que todos os processos de compra por ordem judicial passassem por seu crivo direto”, disse o MPF.

A nomeação de Barros para o cargo na Câmara desfaz a demagogia bolsonarista sobre “nova política”, pois demonstra um reforço da aliança do governo com o Centrão. Além de ter sido ministro de Temer, Barros é do PP, partido de Arthur Lira, que dirige o bloco majoritário no Congresso.