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Mídia que liderou o golpe contra Dilma foi abandonada pelo PSDB

(Foto: Divulgação)

Orientado por FHC, o presidente do partido, Bruno Araújo, anunciou a posição tucana pelo “fica Bolsonaro”, gerando desalento entre aqueles que lideraram a marcha golpista

 Os jornais deste domingo amanheceram com colunas marcadas pelo desalento dos profissionais de comunicação que ajudaram a liderar o golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff, a partir de uma narrativa ancorada numa grande “fake news”: a de que as “pedaladas fiscais” iriam quebrar a economia brasileira. Já se passaram quatro anos, a tal “confiança” ainda não voltou e todos os indicadores econômicos e sociais, sem exceção, pioraram desde que o golpe articulado pelo PSDB contra a democracia brasileira foi colocado em marcha.

Neste domingo, a jornalista Vera Magalhães, que já foi alvo do fascismo bolsonarista, disse que “fracassamos como país”, em sua coluna no Estado de S. Paulo. Também no Estado, Eliane Cantanhêde afirma que os ataques de Bolsonaro e de seus generais às instituições democráticas provocam arrepios. No Globo, Miriam Leitão, uma das construtoras da narrativa das “pedaladas”, mostra estar no limite, e diz que não será possível aguentar mais dois anos e meio de Bolsonaro.

São posições que mostram o desconforto crescente da imprensa corporativa com o bolsonarismo – em especial, de seus profissionais, que se tornam alvos do chamado “gabinete do ódio” quando ousam criticar o avanço do projeto neofascista. O grande problema é que o PSDB, que liderou a conspiração golpista de 2016, ontem anunciou estar fechado contra o impeachment, por meio da entrevista de seu presidente Bruno Araújo. Na prática, a mídia que liderou o golpe contra Dilma foi abandonada, com pouca munição, no front de batalha contra o bolsonarismo.