Politica

Intenção de Bolsonaro de colocar Pazuello à frente das privatizações causou pânico no governo e no mercado

Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro (Reprodução/Youtube)

No comando do Programa de Parcerias de Investimentos, Pazuello lideraria o processo de privatização de estatais como Eletrobras e Correios. “Mera especulação é péssima sinalização ao mercado”.

Por Plinio Teodoro

Reportagem de Fabio Murakawa, Daniel Rittner, Matheus Schuch e Lu Aiko Otta, na edição desta quarta-feira (24) do jornal Valor Econômico, afirma que a intenção de Jair Bolsonaro (Sem partido) alocar o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na chefia do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), responsável pelas privatizações, causou pânico no mercado financeiro e entre próprios integrantes do governo, como Paulo Guedes, ministro da Economia.

“Especialista” em Logística, Pazuello foi substituído por Marcelo Queiroga após levar o Brasil ao caos sanitário em meio à pandemia. Bolsonaro tenta manter o foro privilegiado para evitar que o militar seja julgado pelos crimes cometidos em sua gestão na saúde. Para manter o benefício jurídico, no entanto, o presidente teria de elevar o status do programa.

No comando do PPI, Pazuello iria liderar, por exemplo, a intenção do governo de privatizar estatais como os Correios e a Eletrobras. “A mera especulação em torno do PPI, um órgão governamental cuja atuação temos exaltado com frequência, representa uma péssima sinalização ao mercado”, declarou ao Valor a consultoria Vallya.

Um outro agente do sistema financeiro teria dito ao jornal que Pazuello “sepultaria” a credibilidade do programa.

Dentro do próprio governo, Guedes e Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, teriam trabalhado para que Bolsonaro desistisse da ideia. Com isso, o destino de Pazuello deve ser a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), onde estão alocados boa parte dos militares do governo.

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