Politica

Hamilton Mourão: “O povo é soberano, se quiser a volta de Lula, paciência”

O vice-presidente Hamilton Mourão (Romério Cunha/VPR)

Vice-presidente negou que eleição do petista em 2022 provocaria uma “ruptura institucional”

Por Luisa Fragão

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) comentou em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (11), sobre a possibilidade do ex-presidente Lula (PT) se candidatar e vencer as eleições presidenciais em 2022.

Questionado pelo jornal se a eleição do petista provocaria uma “ruptura institucional”, Mourão defendeu a soberania da escolha do povo. “É aquela história: o povo é soberano. Se o povo quiser a volta do Lula, paciência. Acho difícil, viu, acho difícil”, disse o vice-presidente.

Na segunda-feira (8), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu anular todos os processos da Lava Jato contra Lula, o que fez com que o petista recuperasse seus direitos políticos.

Fachin atendeu a um habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente que dizia que alegava incompetência de Curitiba para o julgamento dos casos do Triplex do Guarujá, do Sítio de Atibaia e da Instituto Lula.

Com isso, esses processos vão para o Distrito Federal e voltarão para a estaca zero. No DF, Lula não foi condenado em nenhum processo.

Efeito Lula

Logo depois do ex-presidente Lula fazer seu histórico discurso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, nesta quarta-feira (10), com duras críticas à condução do governo Bolsonaro diante da pandemia de Covid-19 e ao armamento da população, o clã Bolsonaro parece ter sentido o baque.

Em evento realizado na quarta, o presidente Jair Bolsonaro foi visto de uma forma diferente da habitual: o mandatário reapareceu usando máscara de proteção facial, o que não acontece já há alguns meses.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, também explicitou essa virada narrativa no clã. O parlamentar compartilhou um meme em que Bolsonaro aparece dizendo que “nossa arma é a vacina”. Lula havia criticado duramente o armamento da população durante o governo Bolsonaro.

Publicidade