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General chama de “canalhice” sigilo de visitas dos filhos a Bolsonaro

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Apoiado pelo presidente em 2018, Paulo Chagas criticou ato da Secretaria-Geral da Presidência: “É hora de mudar para algo melhor”

 

O general da reserva Paulo Chagas classificou como “canalhice” a decisão da Secretaria-Geral da Presidência de estabelecer sigilo de 100 anos no acesso às informações de visitas do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao Palácio do Planalto.

Neste sábado (31/7), uma reportagem da revista Crusóe revelou a decisão da Presidência da República de blindar a divulgação de informações sobre a entrada dos filhos de Jair Bolsonaro na sede do governo federal, em Brasília. O material foi baseado em documentos adquiridos por meio da Lei e Acesso à Informação (LAI).

“As informações solicitadas dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem dos familiares do senhor Presidente da República, que são protegidas com restrição de acesso, nos termos do artigo 31 da Lei nº 12.527, de 2011”, diz trecho do documento.
Veja a publicação:

 

Sigilo de dados

De acordo com o documento do Planalto, as informações pessoais relacionadas à “intimidade, vida privada, honra e imagem” serão de acesso restrito, independentemente da classificação de sigilo. O prazo estabelecido é de 100 anos.

Entre abril de 2020 e junho de 2021, a mesma revista apontou que o vereador carioca Carlos Bolsonaro havia visitado o Palácio do Planalto pelo menos 32 vezes, de acordo com os sistemas internos.