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Em “breve texto”, Moro critica “antecipação de calendário eleitoral” com “alternativas extremas e populistas”

Foto: Marcos Corrêa/PR

Ex-juiz não cita Lula, mas afirma que comentará sobre os “novos sinais de arrefecimento do combate à corrupção” em outro artigo

Por Luisa Fragão

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro usou a sua coluna na revista CrusoÉ, em texto publicado nesta sexta-feira (12) para escrever o que denominou de “breve texto” sobre “fatos dolorosos” em curso no Brasil. Sem citar o nome do ex-presidente Lula (PT), o ex-juiz fala na “antecipação do calendário eleitoral marcado por predominância de alternativas extremas e populistas”.

Moro também lamenta o avanço da Covid-19 no país e a dificuldade em termos de recuperação econômica. Segundo ele, o Brasil “relaxou quanto às lições de casa”.

“Talvez o erro tenha sido acreditar que as transformações venham do estado, mais especificamente do governo, ano a ano, década a década, sem que de fato isso ocorra. Talvez a mudança só possa vir mesmo da sociedade civil e do setor privado”, escreve Moro.

No fim do texto, o ex-juiz volta a fazer menção ao ex-presidente Lula e cita “novos sinais de arrefecimento do combate à corrupção”. Moro, no entanto, diz que vai deixar o tema para outro artigo. “Ficará para outra oportunidade. Como disse, esse é um texto breve”, finaliza.

Na segunda-feira (8), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu anular todos os processos da Lava Jato contra Lula. Fachin atendeu a um habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente que alegava incompetência de Curitiba para o julgamento dos casos do Triplex do Guarujá, do Sítio de Atibaia e da Instituto Lula.

Com isso, esses processos vão para o Distrito Federal e voltarão para a estaca zero. No DF, Lula não foi condenado em nenhum processo.