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Daniel Silveira dizia que direitos humanos é coisa de “esquerdista”; agora, cogita acionar corte internacional

Reprodução/Instagram

Com a prisão confirmada pela Câmara, bolsonarista deve recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos, mas internautas resgataram um vídeo em que ele dá sua opinião sobre o tema; assista

Por Ivan Longo

Após vir à tona a notícia de que o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) cogita recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos contra sua prisão, internautas resgataram um vídeo em que o bolsonarista expressa sua opinião sobre a questão dos direitos humanos.

No vídeo, Silveira falava sobre as “saidinhas” de presos quando disse que direitos humanos é coisa de “esquerdista e socialista”.

“Em outros governos, sempre vinham com essa parte, líderes de ONGs de direitos humanos. Para mim tá falando besteira, é esquerdista, é socialista, quando começa a defender demais, para mim cheira a merda”, disparou o deputado.

Com a prisão referendada pela Câmara, no entanto, o bolsonarista agora enxerga a possibilidade de se declarar um “preso político” a um organismo que trata, justamente, de violações de direitos humanos. A discrepância entre seu discurso e a postura de agora fez, inclusive, com que o termo “direitos humanos” fosse para a lista dos assuntos mais comentados do Twitter na manhã deste sábado.

Votação na Câmara

A Câmara dos Deputado aprovou nesta sexta-feira (19) a manutenção da prisão do deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), acompanhando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Silveira foi preso após publicar novos ataques a ministros da Corte.

A votação terminou em 364 votos a favor e 130 contra. Três se abstiveram. O placar foi muito mais elástico do que o necessário – 257 favoráveis. O número de votos seria suficiente para a aprovação da admissibilidade de um pedido de impeachment.

Prisão

Investigado no inquérito dos atos antidemocráticos, Silveira foi preso na última terça-feira (16) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após divulgar vídeo com novos ataques a ministros da Corte e defendendo o AI-5, instrumento mais repressivo da ditadura militar brasileira. A prisão foi chancelada de forma unânime pelos outros ministros do STF e, depois, confirmada em audiência de custódia.