Pernilongo comum pode transmitir zika

Uma pesquisa conduzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) comprovou que o Culex, conhecido como pernilongo comum ou muriçoca, tem potencial para transmitir o vírus zika.

O estudo, apresentado ontem no Rio, começou a ser desenvolvido no ano passado para tentar explicar a disparada no número de casos de zika no país. Em março, os pesquisadores já tinham identificado, em laboratório, que o pernilongo poderia ser um transmissor do vírus. Agora, dos 80 grupos de mosquitos selvagens recolhidos no grande Recife (PE), três apresentavam o zika: um percentual significativo em pesquisas científicas. Desses, dois não estavam alimentados, o que indica que eles não contraíram o vírus depois de picar um hospedeiro contaminado.

“Já passamos a admitir que ele pode transmitir na natureza. Agora, a importância epidemiológica dessa transmissão ainda não sabe e precisa ser investigada”, explica a pesquisadora Constância Ayrea.

A pesquisa ainda será comparada com outro estudo feito também na Fiocruz, que apontou que pernilongos apreendidos no Rio de Janeiro não se mostraram capazes de transmitir o vírus zika. “Uma das questões que pode ser teorizada, mas é objeto de pesquisa, é que talvez você tenha variações genéticas do Culex ou do vírus no nordeste, que torna isso um potencial de vetor maior do que no Rio”, explicou Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz.

Os estudos vão continuar em busca de outras respostas, mas os dados obtidos são suficientes para que pesquisadores façam novas recomendações à população para se proteger do zika, em especial as grávidas. Apesar do anúncio, a Fiocruz reforçou que o risco de contágio no Rio durante a Olimpíada é baixo

Enquanto o Aedes aegypti tem hábitos diurnos, o pernilongo age principalmente à noite. Ele também prefere água suja e até esgoto para colocar os ovos.

Publicado originalmente pelo Jornal Metro

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