Operação Drácon: depoimentos podem explicar origem do escândalo

As investigações sobre o suposto esquema de pagamento de propina para favorecer empresas que prestam serviços de UTIs na rede pública seguem em ritmo acelerado no Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). Na tarde desta quinta-feira (8/9), duas pessoas consideradas peças-chave no processo de investigação irão prestar esclarecimentos aos promotores que atuam na OperaçãoDrácon. Genésio Vicente, que integra a Comissão de Planejamento de Elaboração Orçamentária (CPEO) da Câmara Legislativa, e o chefe de Elaboração Orçamentária da Casa, Glauco Azevedo, comparecerão ao MP às 14h e 16h, respectivamente.

Os depoimentos fazem parte da série de oitivas que o MPDFT está colhendo de pessoas supostamente envolvidas no desvio de emenda para a saúde, investigado após divulgação de grampos pela distrital Liliane Roriz (PTB).

Entenda o caso
O suposto esquema veio à tona após a divulgação de grampos feitos por Liliane. Ela teria começado a gravar conversas com colegas no fim de 2015, quando os parlamentares decidiam sobre o que fazer com uma sobra orçamentária da Casa. Em um primeiro momento, os recursos seriam destinados ao GDF para custear reformas nas escolas públicas. De última hora, no entanto, o texto do projeto de lei foi modificado e o dinheiro — R$ 30 milhões de um total de R$ 31 milhões — acabou realocado para a saúde.

Após as denúncias e a Operação Drácon, a Justiça determinou o afastamento de toda a Mesa Diretora da Casa.

Postado originalmente em Metrópoles

Para entender melhor o caso de Liliane Roriz e Celina Leão leia nossa reportagem

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