Movimento Sem Teto promete resistir à retirada em Ceilândia

Cerca de 120 famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupam, desde a última sexta-feira (3/2), uma área na QNP 32/36 do Setor P. Sul, em Ceilândia. O grupo reivindica moradia para mais de 500 famílias e promete resistir à retirada que está marcada para este domingo (5), caso o governo não aceite negociar com os ocupantes.

Publicações nas redes sociais no MTST afirmam que as autoridades querem retirar o grupo à força do local, com acusações diretas à Polícia Militar. A informação foi confirmada pelo coordenador do movimento, Eduardo Borges da Silva, que alega não existir ordem judicial para a expulsão.

“Vamos sair pacificamente apenas depois que houver uma reunião com todos os setores. Como vamos sair sem eu ter uma resposta para as outras 500 famílias? Eles terão que negociar com essas famílias e as conversas serão mais duras”, declarou o coordenador do MTST.

De acordo com a proposta do governo, a saída dos trabalhadores deve ocorrer neste domingo (5), às 13h, sem a interferência da Polícia Militar. A retirada do acampamento foi condicionada a uma reunião na Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab) nesta segunda-feira (6).

“Não tem ameaça. Eu, pessoalmente, estou conversando com o movimento e está tudo acertado. As negociações ocorrem com tranquilidade”, disse o subsecretário de Movimentos Sociais e Participação Popular da Casa Civil, Acilino Ribeiro.

A informação também foi confirmada pelo tenente Joel do 8º Batalhão de Polícia Militar de Ceilândia. De acordo com o oficial, que acompanha a ocupação, tudo que foi pedido pelo grupo foi atendido até o momento.

Segundo dados divulgados pelo coordenador do MTST, no Distrito Federal existem cerca 8 mil famílias sem moradia.

 

Originalmente por: Metrópoles

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