Marconi é o nome mais forte para presidir o PSDB

A polêmica aberta pelas inserções nacionais do PSDB, em que o partido faz um mea culpa e também critica o chamado “presidencialismo de coalizão”, expôs a divisão que reina na legenda entre os que defendem a permanência no governo Temer e o grupo que prega a saída imediata. Como presidente interino, o senador Tasso Jereissati encomendou as peças de propaganda, que desagradaram a ala do presidente licenciado Aécio Neves (PSDB-MG) – hoje o principal aliado de Temer no PSDB.

Nesse impasse, Tasso disse que Aécio pode retomar o cargo a qualquer momento, mas o senador mineiro, atingido pelo escândalo JBS, tem plena consciência de que, nas condições atuais, faria mal ao partido se voltasse ao comando. Por isso mesmo, a solução intermediária apontada pelos aecistas seria a nomeação provisória do deputado Giuseppe Vechi (PSDB-GO), até dezembro, quando ocorre a eleição para interna para a formação da nova executiva nacional. Outra hipótese seria a antecipação desta eleição.

Em qualquer dos cenários, seja na eleição em dezembro ou antecipada, quem emerge como o nome mais forte entre os tucanos é o governador de Goiás, Marconi Perillo, que venceu as últimas cinco eleições em seu estado – quatro concorrendo ao governo e uma ao Senado. Entre os trunfos de Marconi, o principal é sua capacidade de dialogar com todas as alas do partido, em especial com os dois principais presidenciáveis, que são o governador paulista Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo, João Doria Júnior.

“Alckmin e Doria são excelentes nomes à disposição do PSDB para a disputa presidencial e ambos com chances reais de vitória”, disse ele, em entrevista publicada neste fim de semana na revista Istoé. Ao mesmo tempo em que é lembrado como um vice natural de Alckmin, caso o PSDB opte por uma chapa puro-sangue em 2018, ele também foi o principal incentivador da candidatura Doria à prefeitura de São Paulo.

Conciliador, ele tem defendido o apoio do PSDB ao governo Temer, embora tenha sido um dos poucos governadores do PSDB a não aderir ao impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, com quem manteve boa relação tanto no primeiro como no seu segundo mandato interrompido em 2016. “O PSDB continua apoiando as reformas modernizantes e a agenda econômica com foco na retomada do crescimento. A página do resultado da votação no Congresso está virada e agora o PSDB tem de dar um suporte para a aprovação das reformas”, diz ele.

Como eventual presidente do PSDB, Marconi teria a confiança tanto de Alckmin quanto de Doria para conduzir as prévias internas. E há aliados que defendem até que ele se apresente como um dos eventuais candidatos internos à sucessão de 2018.

Fonte: Brasil 247

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