Lula pede ‘coalizão’ contra impeachment com peemedebistas pró-governo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (28) para correspondentes de veículos internacionais de imprensa. Na ocasião, Lula fez críticas ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. “Não se deve brincar com a democracia”, destacou.

Lula também comentou sobre a divulgação em rede nacional de conversas suas com a autorização do juiz Sérgio Moro — em ação criticada por diversos juristas. Para Lula, a ação foi “deprimente”, “pobre” e de “má fé”, e apontou ainda para um “Big Brother” nos métodos investigativos. “Moro é inteligente e competente, mas foi picado pela mosca azul.”

Ex-presidente afirmou que ele também não tinha o apoio de todo o PMDB quando governou o país
Ex-presidente afirmou que ele também não tinha o apoio de todo o PMDB quando governou o país
Sobre a possível saída do PMDB da base do governo, o ex-presidente defendeu que o Planalto busque o apoio de parte dos peemedebistas, como ele fez em 2003 quando ainda não possuía o apoio do partido, para formar uma “coalizão” e barrar o processo de impeachment de Dilma.

“Quando eu ganhei as eleições, em um primeiro momento o PMDB não me apoiou, mas uma parte do PMDB na Câmara me apoiava, uma parte do PMDB do Senado me apoiava e nós conseguimos governar. No segundo mandato, fizemos um acordo com o PMDB e teoricamente o partido decidiu me apoiar. Ainda sim a gente nunca teve todo o apoio de todo o PMDB. Em vários estados o partido não quis apoiar o governo”, disse Lula.

A coletiva contou com a presença de jornalistas de 12 países das Américas do Norte e do Sul, África, Europa e Ásia, como o El País, Wall Street Journal, Financial Times, El Telegrafo, Telam, Reuters, TV ARTE, Agência Lusa, The Guardian, CCTV, Telesur, The Hindu, EFE, Die Zeit, AP, La Nación, Le Monde, The New York Times e LA Times.

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