Por – Ataíde Santos

 

 

Sabe aquele gostinho de fim de festa? Quando todos os preparativos e expectativas já não fazem sentido?

Quem nunca viu um cachorro correr atrás de um carro e, quando o veículo para, o tal fica sem saber o que fazer?  Já não tem a motivação para os seus latidos e rosnados?

Sabe aquela roupa, celular, carro, enfim, aquele objeto que você quer de qualquer jeito que quando se conquista fica eufórico, nos primeiros momentos, e em seguida, um sorriso amarelecido, um gosto meio amargo na boca e a tal pergunta: vou fazer o que agora?

Pois é, é o que acredito esteja acontecendo com boa parte dos odiadores do Lula. Agora o “Luladrão” preso, o “nove dedos” nas mãos da polícia federal. O Moro, finalmente, satisfeito por cumprir o seu papel nessa encenação grotesca, prenhe de canastrões que adora holofotes e adora dizer que pessoas são horríveis; outro que vai a tevê dizer que está sendo ameaçado, outro que está mais preocupado nos “ganhos” e penduricalhos, e até aquele que por medo de ficar só, vai com a turba. Medo? Ou simplesmente… nada?!

Políticos que disputam entre si o esbulho de Lula, equivocam-se ao imaginar-se “herdeiros” do imolado. São atores, que sem talento querem “matar” o mocinho para usurpar-lhe o brilho. Se para isso recorrem ao autor da história pouco importa.

E os figurantes que horas a fio aguardam um sinal do diretor para, em menos de 5 segundos, seu papel findar? Estes se frustram ainda mais ao perceber que todo seu esforço e empenho na cena não valeram nada, ou próximo disso. Na apresentação final, desse ator aparece apenas uma mão, impossível de ser identificada numa cena panorâmica.

 

Fecharam-se as cortinas, ou desligaram-se as luzes e as câmeras e o silêncio inquisidor: cumpri o “meu” papel, e agora? Os aplausos virão? Não, com certeza não. Aplausos recebe o que tem talento, o mocinho da história, mesmo que na última cena ela surja em uma masmorra, pois o público sabe que ao final o mocinho sempre vence, que ressurgirá de alguma forma. Porque o mocinho já não é ele mesmo, já se transformou, pelo poder que não se sabe de onde vem, em uma fênix poderosa que não reconhece grilhões, e sobrevoa e inspira as pessoas a continuar sua luta.

Fonte – Blogdoataide