Governo de Rollemberg: desmontar para funcionar

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Lendo o artigo, mais do que oportuno, e sob o título Mais uma chance para Brasília – “Geração Brasília, Até Quando Esperar”, do ex-administrador do Lago Sul, Wander Azevedo, postado nas redes sociais no último dia 15, em que o autor analisa a queda do Chefe da Casa Civil do governador Rodrigo Rollemberg, Hélio Doyle, e alerta para o fato de que a mesma representa “mais uma chance para este governo, enfim, começar a funcionar”, não me contive em ocupar este espaço para concordar com o autor, e ir além.

Quem não sabe que o jornalista Hélio Doyle foi homem de proa da campanha, da equipe de transição e até o dia que caiu, pelo menos oficialmente, da equipe de Rodrigo Rollemberg, e observa as mudanças promovidas sob sua determinação, como fazia questão de deixar claro aos mais próximos, deve imaginar ser o então chefe da Casa Civil das duas uma: um opositor enrustido do governo que ajudou eleger, ou alguém com tendência suicida.

 

Só uma coisa ou outra, ou mais outra que não conseguimos visualizar como meros expectadores, para justificar as “mudanças” e a gestão promovidas no Governo de Brasília por Hélio Doyle. Na contramão de tudo que existe de mais moderno em termos de gestão, principalmente pública, que orienta a descentralização como forma de promover a eficiência nos serviços, Doyle criou uma verdadeira torre de babel, no sentido hebraico da palavra (confusão), no governo de Rollemberg. Como “tempo é ouro, e outro é dinheiro”, como diziam os antigos, e como eu respeito o meu o dinheiro e o dos outros, vou citar apenas dois exemplos para ilustrar o que afirmo.

 

“Central de Projetos”

 

A “gestão” Hélio Doyle tirou dos administradores regionais quase todas as suas prerrogativas, transformando-os em meros despachantes, no sentido mais simplório da palavra. Sob a alegação de uma economia em “terra arrasada”, a análise e aprovação dos projetos solicitados pelos moradores das cidades satélites, antes realizadas apenas nas regionais administrativas, foram transferidas para uma “central de projetos”, no palácio do Buriti. Resultado da “economia”: a concentração de mais de mil projetos em um só lugar não tendo um sequer sido avaliado e aprovado até esta data, causando grandes prejuízos e em cadeia às comunidades. O morador que desejava reformar a sua casa não pode ainda fazê-lo, adquirir material necessário e “tocar a sua obra”, deixando de fazer circular dinheiro e gerar impostos. O empresário local, além disso, deixa de fazer movimentar o seu comércio, e tome prejuízos.

 

Quem não se comunica…

 

As derrotas em sequência impostas a Rollemberg, desde o começo do seu governo, como a desistência em dividir a Ceilândia, a humilhante retirada da proposta de unificação de algumas regionais administrativas e a extinção de outras, aliadas às claudicantes tentativas em explicar o caos que não finda na saúde pública, mesmo com a decretação do estado de emergência (este dispositivo capaz de permitir ao menos preparado gestor solucionar os problemas), são frutos, basicamente, da mesma fórmula adotada no governo derrotado de Agnelo Queiroz: o desmembramento da comunicação da publicidade e a sua entrega em mãos de pessoas sem qualificação e/ou com interesses nada republicanos e com projetos pessoais de poder. Pior do que não se comunicar, como fez o governo anterior e insiste o atual, é não ter como explicar à população o orçamento milionário do setor utilizado, como vimos, para tudo menos para a que se destina.

 

Voltando ao artigo citado e que serviu de inspiração a este, o governador Rodrigo Rollemberg não pode perder “mais uma chance para Brasília”, e desmontar as “armadilhas” postas em seu governo pelo ex-chefe da Casa Civil, resgatando o diálogo construtivo e seletivo com o Legislativo e seus aliados deixados “à beira do caminho”, fortalecendo gestores e os orientandos a investir os recursos de forma eficiente e que permitam retornos em forma de serviços de qualidade e impostos, unificando e fazendo funcionar depois de anos uma comunicação eficiente capaz de informar ao cidadão dentro de uma transparência alardeada pelo então candidato e deixada de lado pelo governador.

 

 

fonte: blog do professor chico

 

 

 

 

 

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