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Sigmaringa Seixas é sepultado no Campo da Esperança

Dezenas de pessoas compareceram ao cemitério Campo da Esperança nesta quarta-feira (26) para acompanhar o sepultamento do advogado e ex-deputado federal Luiz Carlos Sigmaringa Seixas.

Ele morreu ontem, aos 74 anos, após fazer transplante de medula no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Sigmaringa tinha leucemia e deixou a mulher e dois filhos.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, decretou luto oficial por três dias e lamentou a morte do ex-parlamentar. “Foi uma grande referência política pelo legado ético, conduta, defesa dos direitos humanos e luta pela democracia. Era um homem do diálogo, respeitado por todas as correntes políticas pelo equilíbrio e bom senso. Sentiremos uma grande falta dele.”

Compareceram ao enterro diversos políticos, advogados, juristas, ministros de tribunais superiores e amigos.

Quem foi Sigmaringa Seixas

Sigmaringa nasceu em Niterói (RJ) em 1944. Formou-se em administração pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em 1967, e em direito, em 1968, pela Universidade Federal Fluminense. Notabilizou-se como advogado em Brasília — para onde mudou nos anos 1970 — na defesa dos direitos humanos.

Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), também foi consultor no mesmo período (1976-1984) da Anistia Internacional, membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz e vice-presidente do Comitê Brasileiro de Anistia na capital federal. Atuou ainda em favor de alunos da Universidade de Brasília (UnB) e sindicalistas durante o regime militar.

“Era um homem do diálogo, respeitado por todas as correntes políticas pelo equilíbrio e bom senso. Sentiremos uma grande falta dele”Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília

Na primeira eleição em Brasília, em 1986, conseguiu uma das vagas para deputado federal pelo PMDB. Foi um dos parlamentares da comissão que elaborou a Constituição de 1988 e reeleito em 1990 pelo PSDB, que ajudou a fundar no DF.

Em 1994, tentou o Senado, mas não teve êxito. Migrou para o PT e se candidatou a vice-governador na chapa encabeçada pelo então governador Cristovam Buarque em 1998. A eleição foi vencida por Joaquim Roriz.

Novamente, em 2002, disputou a eleição e ganhou uma vaga para deputado federal. Nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma teve grande influência como conselheiro jurídico. Diversas vezes cotado para assumir o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), sempre recusou o convite pois preferia atuar na advocacia.

Fonte: Agência Brasília