Há 8 dias em greve de fome militante avisa: vamos mantê-la sem recuo

“A greve de fome é uma forma extrema de luta, mas vamos mantê-la até o fim”, assim declarou à TV 247, nesta terça-feira (7) Jaime Amorim, que é militante do Movimento sem Terra (MST) e está há oito dias sem ingerir alimento algum, em conjunto com outros cinco ativistas, reivindicando no Supremo Tribunal Federal (STF) a imediata libertação do ex-presidente Lula, detido arbitrariamente há quatro meses, em Curitiba.

Estão em greve de fome  Zonália Santos, Jaime Amorim e Vilmar Pacífico, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rafaela Alves e Frei Sérgio Görgen, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), e Luiz Gonzaga, o Gegê, da Central dos Movimentos Populares (CMP).

Amorim afirma que não sabe quando a greve de fome irá acabar, por isso, alguns cuidados para manter o corpo em repouso e hidratado são importantes. “Há uma equipe de médicos e psicólogos populares que monitoram nossa saúde, tomamos soro constantemente”, explica.

Nesta terça-feira (7) o grupo irá acampar em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) pressionando a Corte pela liberdade imediata de Lula. “Não é possível que um juiz de primeira instância, totalmente vinculado aos interesses do golpe, possa determinar os rumos de toda a nação, o poder judiciário está alheio a tudo isso”, critica, ao citar a postura parcial de Sérgio Moro.

Além do acampamento, o grupo solicita uma audiência no STF para cobrar uma postura do judiciário. “Vamos reivindicar uma posição, afinal, Lula está preso por conta de todos os benefícios que trouxe ao Brasil”, salienta.

Amorim refere-se as arbitrariedades envolvendo a condenação de Lula, que foi sentenciado a cumprir 12 anos de prisão, antes de ter seu processo transitado em julgado. “Focamos principalmente na presidente do STF, Carmem Lúcia, para que cumpra o que está estabelecido na Constituição Federal”, diz.

Questionado sobre o principal mote da greve de fome, ele afirma que é a liberdade de Lula. “Aproveitamos esse período para dialogar com a sociedade sobre a questão da fome que voltou ao País, são 12 milhões de pessoas que estão abaixo da linha da pobreza, além de todos os desempregados em situação de pobreza”, enfatiza.

Ele acrescenta que “é preciso reconquistar tudo que foi perdido com o golpe e  Lula representa esse projeto”.

O militante do MST elucida que, as notícias desfavoráveis que chegam relacionadas à liberdade do ex-presidente, demonstram que a greve de fome será longa. “Mas estamos decididos e preparados em mantê-la sem recuo, estamos colocando nossa vida a disposição por um País sem fome e democrático”, expõe.

Apesar da pressão que estão fazendo no STF, ele crê que a única saída para libertar Lula é com a mobilização popular. “É nas ruas que iremos alterar a correlação de forças”, conclui.

Fonte: Brasil 247

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