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Coleta seletiva, um desafio de todos

A coleta seletiva vai chegar a todo o DF brevemente e a população precisa fazer sua parte, separando em casa os materiais recicláveis do material orgânico para o modelo funcionar.  Esse é o próximo desafio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), depois de ter fechado, em janeiro de 2018, o antigo lixão da Estrutural, considerado o segundo maior do mundo em operação.

“A meta é ter a coleta seletiva em 100% do DF quando o edital para contratação de novas empresas de limpeza urbana, que ainda se encontra em análise pelo Tribunal de Contas, for liberado”, informa o diretor-adjunto do SLU, Paulo Celso dos Reis.

Atualmente, o SLU realiza a coleta seletiva em 25 regiões administrativas, atendendo a cerca de 52% da população do DF. O serviço é feito pela empresa Sustentare e por 11 cooperativas de catadores. Dependendo da região, o serviço é prestado integralmente ou parcialmente.

Participação

Para funcionar bem, é fundamental a participação dos moradores. Todos devem separar seus resíduos já no interior da residência, utilizando duas lixeiras: uma para orgânico e rejeitos e outra para recicláveis – papel e embalagens em geral, como papelão, plástico, latinhas, caixinhas de leite e garrafas pet. Todo o material coletado vai para os galpões de triagem de catadores de material reciclável.

Quando as pessoas não separam o resíduo seco para a coleta seletiva, esse material acaba sendo destinado ao Aterro Sanitário de Brasília, diminuindo a vida útil do local e desperdiçando matéria-prima que que sustenta centenas de famílias de catadores. Muitos desses recicláveis demoram mais de um século para se decompor.

 Cooperativas

O SLU contratou 17 cooperativas para prestar serviço de triagem e mais 11 para a coleta seletiva. As cooperativas oriundas do antigo lixão atuam dentro de galpões equipados, organizados e limpos, mantidos pelo governo. As cooperativas que trabalham com a triagem recebem, em média, R$ 300 por cada tonelada de material triado e comercializado, além do lucro da venda. Já as que trabalham com a coleta seletiva são remuneradas pelo valor médio mensal de R$ 32 mil pelo cumprimento da rota.

As cooperativas rateiam o faturamento entre os associados, compram equipamento de proteção individual e pagam o INSS dos catadores, o que garante assistência em caso de afastamento ou acidente de trabalho. É uma situação bem diferente de quando esses profissionais atuavam de forma autônoma no antigo lixão, sem nenhuma proteção.

A continuidade desse modelo bem-sucedido, no entanto, depende da colaboração do cidadão. Em média, são coletadas diariamente 85 toneladas de material reciclável, mas esse volume pode ser muito maior e contribuir para garantir renda e dignidade aos catadores.

O cronograma com os dias e horários das coletas seletiva e convencional em cada região administrativa do DF está disponível no site do SLU.

Com informações do SLU

 

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