GDF: raio X em hospital do Paranoá está desligado por vírus digital.

Brasília 247 – O único aparelho de raio X do Hospital Regional do Paranoá, no Distrito Federal, está sem funcionar há cerca de duas semanas. A Secretaria de Saúde não sabe quando o problema será resolvido. De acordo com  a pasta, a causa é a mesma que deixou hospitais do DF sem o exame na semana passada: um vírus que afetou o sistema de informática do governo.

Em nota, a secretaria afirmou que as máquinas do hospital não foram infectadas, mas que os aparelhos foram desligados por “precaução”, porque estão ligados à rede do Hospital de Base, infectada pelo ataque cibernético. “Como ele [o raio X] ainda não recebeu as atualizações e tratamentos feitos nos aparelhos da rede, segue ali a orientação de mantê-lo desconectado e offline como cautela para que não seja infectado”, diz o texto.

Segundo a pasta, o problema “não está impedindo que sejam realizados os exames e feitos os atendimentos”, mas os pacientes não recebem os resultados porque a impressora que emite as radiografias é conectada a um computador que está desligado.

Apuração da TV Globo apontou que essa não é a versão de quem procura atendimento no hospital desde 22 de julho. Na porta da unidade há um aviso dizendo que a máquina está parada “sem previsão de retorno”.

O caminhoneiro Fernando Medeiros está com o braço quebrado há dois meses e, segundo recomendação médica, precisa fazer acompanhamento com raio X. Ao Bom Dia DF, ele disse que procurou o hospital duas vezes, mas não conseguiu fazer o exame. “Disseram que a máquina está quebrada e não tem previsão de conserto.”

O vírus afetou serviços públicos realizados por meio da rede informatizada do GDF no dia 24 de julho, quando o Hospital de Base e os hospitais regionais de Taguatinga e da Asa Norte desligaram os aparelhos de raio X em consequência da instabilidade na rede GDFNet. Os serviços foram retomados entre terça (25) e quarta (26), segundo a Secretaria de Saúde.

WannaCry

Em 12 de maio, o vírus de resgate “WannaCry” atacou computadores de 150 países, derrubou sistemas de saúde na Europa e ameaçou corporações e serviços públicos em nível mundial. O vírus invade as máquinas e bloqueia todas as funções, exigindo o pagamento de um resgate para “devolver” o PC ao usuário.

À imprensa, a Secretaria de Planejamento disse que já tinha disponibilizado, em maio, “um alerta para todas as pastas, o qual continha medidas para mitigação de ataque e correção da vulnerabilidade”. A pasta afirmou que a aplicação desses protocolos fica a cargo do gestor de cada secretaria.

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