GDF diz que vai tirar recursos de onde for preciso para obra em viaduto

O Governo de Brasília diz que remanejará recursos de onde for necessário para que a obra do viaduto sobre a Galeria dos Estados aconteça o quanto antes. Sérgio Sampaio, chefe da Casa Civil, aponta que o problema se estendeu por governos anteriores e que é preciso considerar obras de manutenção feitas em outras áreas, apesar de nunca terem chegado à estrutura que ruiu no Eixo Rodoviário Sul.

Em 12 dias, o grupo de trabalho montado emergencialmente pelo governo deve dizer qual encaminhamento será dado aos restos do viaduto sobre a Galeria dos Estados. Eles dirão se as estruturas devem ser reforçadas ou demolidas, recomendação de especialistas ouvidos pelo Jornal de Brasília.

“Vamos remanejar recursos de onde for necessário. Não podemos deixar um sistema viário tão importante imobilizado por tanto tempo”, afirmou Sampaio durante visita ao local dos escombros.

Perguntado sobre a ausência de manutenção em detrimento de laudos emitidos há dez anos sobre a precariedade da estrutura que ruiu no fim da manhã de terça-feira (6), o secretário da Casa Civil disse que o governo “fez muito com o que dispunha”. “Estamos tratando de situação de mazelas de vários anos, tanto que os relatórios que apontam falhas foram direcionados a outros governos. Nós assumimos essa responsabilidade porque somos os governantes da vez”, disparou.

Novamente, o representante do governo apontou obras feitas em oito viadutos durante a gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), classificadas como “essenciais para a segurança das pessoas”. Como exemplo, Sampaio citou as obras do complexo da Rodoviária do Plano Piloto, onde as estruturas de três níveis de vias que passam abaixo da praça em frente ao Conic foram refeitas ao custo de R$ 44 milhões. “Existe um passivo grande que estamos tentando vencer e isso deve ser considerado”, acredita.

Outras obras

Jornal de Brasília mostrou que outras estruturas da capital apresentam falhas visíveis, como rachaduras e infiltrações. Entidades apontam risco em diversas obras. Segundo Sérgio Sampaio, tudo é monitorado e não há riscos.

Na barragem do descoberto, por exemplo, dois laudos recentes apontariam a segurança. “A Aneel exige verificações das condições das barragens a cada ano e isso foi feito recentemente. Uma auditoria independente também atestou que está tudo bem. Nada impede que o governo volte e faça nova análise, mas não há nada que indique que esteja ruim”, afirmou.

A Ponte do Bragueto, com rachaduras expressivas, também seria monitorada diariamente pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A promessa é que após a conclusão do Trevo de Triagem Norte e das pontes paralelas em construção, uma reforma completa seja feita ali.

Fonte: JBr

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