Foco é no blocos, mas vai ter bateria no Carnaval do DF

As escolas de samba devem voltar ao contexto do Carnaval do DF. Não é do jeito que elas sonham, com o retorno dos desfiles, mas as baterias de seis agremiações serão contratadas para eventos no feriado. A informação é do secretário-adjunto de Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena.

“Elas precisam se redescobrir e achar novas formas (de se financiar), como aconteceu no Rio. Mas essa iniciativa (de contratar as baterias) é uma forma de reinserí- las”, afirma. Segundo ele, serão investidos R$ 300 mil e as datas e os tipos de eventos ainda serão confirmados.

A revelação aconteceu durante uma solenidade em que a Ambev anunciou apoio estrutural e financeiro a 80 blocos do Carnaval de rua do DF. A empresa, por meio da cerveja Antarctica, repete a parceria dos últimos dois anos.

Para todos

Um dos agraciados foi o bloco Virgens da Asa Norte, que reuniu 10 mil pessoas no último domingo (5). “Defendemos uma folia sem abadá, sem cordinha e para todos. Quanto mais investimento houver e mais blocos surgirem, melhor”, diz um dos idealizadores, Henrique Aragão, de 32 anos.

Para ele, as festas em Brasília se assemelham às de Olinda, pelo fato de ambas serem cidades tombadas, e a capital tende a concentrar mais investidores de grande porte. “Nós mesmos só fomos procurados pela Ambev/Antarctica depois que o movimento ganhou corpo e demonstrou potencial”, confessa.

O secretário Jaime Recena defende que a atuação da iniciativa privada no Carnaval de rua não apenas compensa a situação financeira delicada do governo, como fomenta a folia.

“Hoje temos o quinto ou sexto maior Carnaval de rua do País”, exalta. “Até por conta da crise econômica, as pessoas estão viajando menos durante o feriado. Nossa realidade mudou muito nos últimos cinco anos. No momento não cabe fazer investimentos milionários na data”, ressalta.

Para ele, o Distrito Federal tem capacidade para atrair turistas da Região Metropolitana e até de outras capitais do Centro-Oeste, a exemplo de Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS).

“Temos uma diversidade cultural que muitas vezes falta a outras cidades. Temos influências de frevo, samba”, diz.

Originalmente por: Jornal de Brasília

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