Fitas para diabéticos ainda demorarão 10 dias para chegar à rede pública do DF

As pessoas com diabetes tipos 1 e 2 terão de esperar pelo menos mais 10 dias para receber as fitas de medição de glicemia nos postos de saúde do Distrito Federal. A entrega dos produtos, que medem a quantidade de glicose no sangue, é de caráter emergencial, com prazo de quatro meses para o estoque ser normalizado. Mais de 4 milhões de fitas estarão disponíveis nos leitos, de acordo com Marucia Miranda, subsecretária de administração geral da Secretaria de Saúde (SES).

“A gente fez o planejamento certo com pregão eletrônico, mas foi fracassado. Uma empresa entrou com recurso e tivemos de fazer outro pregão no último dia 9 de março, que está em fase de recurso, nós fizemos um (pregão) emergencial e deve ser aprovado até o começo da próxima semana. O prazo de entrega é de até 10 dias, já temos até fornecedora e estamos no aguardo do processo jurídico”, explica.

Na pele

Há duas semanas, acabaram as fitas glicêmicas da gestante Núbia Reis Ventura, de 20 anos. Foi a primeira vez que ela ficou sem os medicamentos nos últimos 13 anos que descobriu ter diabetes tipo 1.

“Estou com 6 meses de gestação e já tive três hipoglicemias. Segunda-feira (7), fui ao Centro de Saúde Taguatinga 08 na QNL 24, e não tinham mais as fitas. Cheguei a pegar fitas emprestadas com duas amigas. Mas não tenho condições de comprar o que preciso, até porque eu preciso de usar fitas 12 a 15 vezes por dia”, conta a moradora da QNL 26, em Ceilândia Norte. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do DF (SEE-DF), em 2016, cerca de 9% da população acima dos 18 anos do DF possuem diabetes, o equivalente a 260 mil brasilienses.

O presidente da Associação de Diabétes de Brasília, Alex Alves, organiza compra coletiva com pais de crianças diabéticas. “A gente está auxiliando as pessoas em compras coletivas para ficar mais em conta. Comprar pela internet sai mais barato do que chegar numa farmácia e pagar R$ 70 por uma caixa”, compara.

As fitas de glicemia têm a finalidade de medir a quantidade de glicose no sangue. Com as pequenas placas de plástico, o aparelho medidor da taxa identifica os índices glicêmicos em segundos. Um diabético utiliza cerca de 150 fitas por mês.

Relembre

O Jornal de Brasília, publicou matéria há três semanas sobre o caso da menina Isabel Ângelo da Silva Medeiros, de 11 anos, moradora de Sobradinho I. Ela tem diabetes tipo 1 e está sem as fitas necessárias há mais de um mês, quando foi junto do pai, o aposentado Ozenaldo Barbosa de Medeiros, 56, pegar mais caixas no posto de sáude número 02, da Quadra 03 da cidade. Ontem pela manhã, Ozenaldo foi conferir se haviam chegado.

“A atendente me informou que não há nenhuma previsão de chegar na rede pública do DF essas fitas para os diabéticos assistidos pelo GDF que, inclusive, são cadastrados no sistema de atendimento nesses postos”, disse. O aposentado convive com a diabetes da filha há oito anos na mesma unidade de saúde de Sobradinho.

Fonte: JBr

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