Estudo aponta que 35% dos alunos do DF estão acima do peso

Um dado alarmante tem preocupado pais e professores do Distrito Federal: 35% dos estudantes de escolas particulares da capital estão acima do peso. E o problema atinge principalmente os mais novos, já que a maior taxa de incidência de obesidade foi registrada em crianças com menos de 13 anos.

Os números fazem parte de um levantamento do projeto Escola na Medida, iniciativa do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF), que tem o objetivo de reduzir a obesidade infantil. Para chegar aos dados, a pesquisa avaliou 3.250 estudantes das nove escolas do DF que aderiram ao programa.

De acordo com o presidente do Sinepe-DF, Álvaro Domingues, o projeto busca não só mudar a alimentação das crianças, mas atingir a família como um todo. Para isso, estimula práticas mais saudáveis em conjunto com as instituições de ensino e os familiares. “As escolas aderem ao projeto por meio do nosso site. Vamos até lá, fazemos exames biomédicos e promovemos uma série de atividades. Após algum tempo, voltamos e refazemos os testes. Nossa intenção é sensibilizar professores, alunos e pais na incorporação desses hábitos para a vida”, explica Domingues.

Para o presidente do Sinepe-DF, a mudança não pode partir apenas da criança. “É preciso pensar nos familiares, melhorar a alimentação de todos e reduzir o tempo que os jovens gastam com internet”, ressalta.

Uma das crianças que participa da iniciativa é Álvaro Eduardo, 10 anos. Ele estuda no colégio CCI, em Samambaia, e está com sobrepeso. Segundo a mãe, a técnica em enfermagem Adriana França, o garoto mudou os hábitos de toda a família após se envolver com o projeto.

Na última semana, ele começou a fazer atividade funcional. Chegou em casa dizendo que estava todo dolorido, mas muito empolgado e disposto. É muito bonitinho ver uma criança de 10 anos preparando o seu próprio prato e dizendo que precisa diminuir o carboidrato

Adriana França, mãe de estudante atendido pelo Escola na Medida

Outra criança que mudou os hábitos foi Maria Eduarda Lopes Fonseca, 11. Ela cursa o 6º ano na mesma escola de Álvaro e vem abandonando os alimentos processados. De acordo com Núbia Cristina da Silva Lopes, mãe da menina, a atitude é muito significativa, já que Maria Eduarda não costumava comer alimentos nutritivos. “Ela mudou muito, não deixa as refeições de lado para comer besteiras. Hoje, toma café da manhã, almoça, lancha e janta. Sente necessidade em se alimentar bem”, relata Núbia, orgulhosa.

Fonte: Metrópoles

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