Estudantes cotistas têm boa nota na universidade, mostra estudo

Levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo e publicado neste domingo mostra que estudantes que ingressam nas universidades por meio de sistema de cotas se formam com desempenho próximo aos demais alunos em pouco mais da metade dos cursos, mas a nota deles é inferior, porém, especialmente nas ciências exatas.

Com base nos desempenho de 252 mil estudantes nas edições do Enade de 2014 a 2016, o levantamento mostra que em 33 dos 64 cursos, a nota média dos estudantes beneficiados por cotas ou outra ação afirmativa foi superior ou até 5% inferior -desempenho considerado semelhante, pois representa diferença de até dois pontos em cem possíveis em uma prova.

Estão nesse grupo odontologia (3% superior), ciências sociais (exatamente igual) ou medicina (2% inferior). Entre os 31 cursos que os alunos de ação afirmativa tiveram média ao menos 5% inferior, 13 são de exatas.

Os dados do Enade analisados pela Folha mostram que, em 37 de 64 cursos, as notas dos cotistas raciais tem uma média inferior a 5% do que a dos não cotistas. Nos outros 27, as médias dos cotistas raciais são similares (até 5% menor) ou superior.

O Enade permite identificar uma realidade ampla, mas tem limitações. Não há garantia de empenho dos estudantes na prova, uma vez que a nota não conta para o estudante -a reportagem excluiu dados de quem deixou a prova em branco.

A política de cotas tem como objetivo aumentar a presença em universidades públicas de populações que são representativas na sociedade, mas têm tido acesso limitado ao ensino superior – como alunos de escolas públicas, negros ou indígenas.

Fonte: Brasil 247

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