Cultura Esporte

Corrida de Reis do ano que vem será em janeiro – e à noite

Como 2020 será marcado pelo 60º aniversário de Brasília, e pelo cinquentenário da Corrida de Reis, o evento esportivo será especial, voltando a ser em janeiro, e em horário noturno. Este ano, com largada em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha, a prova teve a participação de milhares de corredores (nos percursos de 6 e 10 quilômetros) – além da Corrida Mirim.

Entre os primeiros colocados do percurso de 10km, atletas conhecidos pelas ruas do Distrito Federal. Com o tempo de 22m14s, Lorena Nunes Alves, de 21 anos, conseguiu o feito que tanto almejada. Do Centro de Atletismo de Sobradinho (CASO), ela treina de segunda-feira a sábado, de manhã e de tarde, com o propósito de seguir a carreira esportiva. “Foi tudo muito bom. Estou bem feliz de ganhar uma das provas mais tradicionais. Ano passado, eu fiquei em quarto, agora me esforcei mais para levar o primeiro lugar”, destaca.

O campeão no masculino, Antônio Wilson Sousa Lima completou a prova de 10 km 17m24s. E não a primeira vez. Ele conquistou o primeiro lugar em 2017 e ano passado ficou em segundo. A Corrida de Reis serviu de treinamento para a Maratona do Rio de Janeiro. “A prova foi tranquila. Consegui colocar o meu ritmo, do início ao fim. Essa prova incentiva o brasiliense a ter qualidade de vida porque é uma ótima oportunidade para começar a exercitar-se, já que as inscrições são gratuitas”, avalia.

Dayse Ribeiro tem 35 anos e participa da prova pela quinta vez. Este ano, ela conseguiu a sua melhor colocação, terminando a prova de 10 km na segunda colocação com o tempo de 25m51s. “Minha melhor classificação tinha sido um quarto lugar. Estou muito feliz de ficar em segundo”, conta.

A moradora do Guará Ana Lúcia Medeiros, 36 anos, é deficiente visual e participou, pela terceira vez, da prova dos 10 km.  Mas desta vez, a corrida teve um sabor especial. Ela terminou a prova na primeira colocação e subiu no pódio pela primeira vez na vida. “Eu tenho treinado bastante para isto. Eu corro duas vezes por semana pelas ruas do Guará”, conta.

Quem participou da corrida de 6 km também teve motivos para comemorar. A estudante Glaucia Dias Maciel, de 18 anos, foi pela quarta vez . E saiu radiante com a primeira posição nos 6 km.  “O ano passado eu fiquei em primeiro também. É sempre uma boa experiência e muita diversão”, diz a estudante da Universidade de Brasília (UnB).

Já para a Corrida Mirim foi montado um espaço especial, com demarcações que variavam de 25 a 150 metros, dependendo da bateria, que foi dividida por idade – de 4 a 15 anos. Após o fim de cada trajeto, os corredores mirins descansavam com água e kit lanche. Eles também participaram de um grande sorteio, que distribuiu o total de 50 bicicletas. O pequeno Petros Carvalho, de 4 anos, estreou na Corrida Mirim neste ano. “Quero ganhar”, queria o menino que foi acompanhado da mãe, que correu o percurso de 6 km.

Esse é o quarto ano que Getúlio Dias, 31 anos, corre o percurso dos 10 km. Ele sempre participa da corrida, acompanhado da família: esposa, filhos, tias, cunhados. Todo mundo deixou de lado o sedentarismo para investir em um estilo de vida mais saudável. A pequena Mariana Alves, de 8 anos, levou, pela terceira vez, o primeiro lugar da sua categoria. “Estou muito feliz. Melhorei o meu tempo, minha filha ganhou e a organização deste ano está de parabéns”, elogiou.

Centro Olímpico e Paralímpico da Vaquejada

Além dos corredores, aproximadamente 200 alunos dos Centros Olímpicos e Paralímpicos também compareceram à Corrida de Reis. Um deles é o aluno de atletismo do COP do Parque da Vaquejada, em Ceilândia, Samuel Cordeiro. O estudante de 18 anos participa pela terceira vez da competição. Neste ano, ele fez os 6 km em 20m15s. Na unidade esportiva, ele treina para as provas de 1.500 m e 800m. “Gosto de participar da Corrida de Reis porque é tradicional. E também gosto muito de participar de corrida de rua”, ressalta.

As irmãs Miriana e Mariana Cordeiro, ambas de 12 anos, participaram juntas da prova dos 6 km. Elas também frequentam as aulas de atletismo no COP da Vaquejada e participaram pela primeira vez de uma corrida de rua. “No COP eu treino prova de 1.000 metros. Gostei desta experiência. Quero repetir no ano que vem”, conta a Miriana. “Treinamos três vezes por semana, no período da noite. E perto de competições a gente treina também aos sábados. Nosso sonho é ser atleta profissional”, explica Mariana, que treina para provas de 1000 m, 800m e 250m.

Já Cintia Aparecida, 42 anos, também é aluna do Centro Olímpico e Paralímpico da Vaquejada. Ela participou pela primeira vez da Corrida de Reis. Frequentadora assídua das aulas do Centro, ela completou a prova dos 6 km e já faz planos para a edição do próximo ano. “Foi uma ótima experiência. As atividades que eu faço no COP me ajudaram a dar velocidade e condicionamento físico para a Corrida. O ano que vem quero fazer de 10 km”, planeja.

* Com Secretaria de Esportes do DF

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