Enem: estudante de Ceilândia descobre que não tirou nota máxima na redação

A aluna de Ceilândia que estampou os jornais nas últimas semanas por ter tirado nota máxima na redação do Enem ficou em desespero após perder o prazo de inscrição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por não conseguir acessar o portal. A situação piorou quando ela foi ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e descobriu que sua nota, na realidade, é muito inferior.

O drama de Gabriela de Souza Ribeiro, de 17 anos, não é isolado. Muitos estudantes reclamaram das dificuldades em acessar o site do Sisu. No caso de Gabriela, por exemplo, o portal apontava que a senha utilizada era inválida. Ela esperava que os 1.000 pontos na redação e a média de 820 nas demais disciplinas fossem garantir uma vaga no curso de medicina da Universidade de Brasília (UnB).
Com o fim do prazo, no domingo (29/1), ela e a mãe, a diarista Cleonice Pereira de Souza, foram até o Inep para resolver o impasse. Lá, as duas foram informadas que o número de inscrição que a aluna estava usando não existia, e que na realidade ela havia tirado 460 pontos na redação e 480 como média nas demais disciplinas.
Elas foram à 23ª Delegacia de Polícia, no setor P sul, para registrar um Boletim de Ocorrência. Apesar das redes sociais estarem repletas de suspeitas da ação de hackers e possíveis alterações nas opções de curso e universidade dos candidatos, a jovem não acredita que esse tenha sido seu caso. “Eu acho que pode ter havido uma falha no sistema”, desabafa Gabriela, que reclama que o Inep não contestou as notícias divulgadas sobre a sua nota máxima na prova de redação do Enem.
O Inep informou que o sistema não reconhece o número de inscrição apresentado pela aluna, e que as notas não são verdadeiras. Os documentos referentes ao real número de inscrição da candidata e seu resultado na prova do Enem foram entregues à Gabriela.
Outros casos
Gabriela não foi a única aluna que teve problemas com o Sisu. Estudantes de diversas partes do Brasil reportaram problemas para acessar o portal. Manuela Carvalho, por exemplo, que mora em Uberaba (MG), queria fazer um curso na área de ciências biológicas. Quando entrou no site, viu que já havia sido feita a opção de cursos: Educação Física, em uma universidade no estado do Maranhão. “O mínimo que se espera do MEC e do Inep é que eles melhorem a segurança do site na troca de senhas, pois a falha está ali”, diz ela.

Como funciona a recuperação de senhas

Quando alguém esquece a senha que usa para acessar o sistema do Sisu, é necessário fornecer algumas informações como data de nascimento, nome da mãe e número do CPF. O sistema não emite a confirmação de alteração por e-mail ou via celular.

Outro lado

O Ministério da Educação (MEC) diz que não houve ataques no site e nega indícios de acessos indevidos às informações de estudantes cadastrados. O órgão ainda informa que, se houver registro de qualquer caso específico de violação de dados, as informações serão enviadas à Polícia Federal para investigação.

Originalmente por: Correio braziliense

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