Professores em greve desocupam Eixo Monumental após GDF marcar reunião

Os professores da rede público do DF que protestaram em frente o Palácio do Buriti nesta quarta-feira (29) decidiram desocupar as vias do Eixo Monumental. A decisão foi tomada no início da noite, quando representantes dos grevistas foram recebidos no Buriti, onde foi marcada uma reunião com o governador Rodrigo Rollemberg para esta quinta (30), às 14h. O trânsito foi liberado para carros por volta das 18h30.

A manifestação foi dada por encerrada minutos depois que Rollemberg recebeu uma comissão de três parlamentares formada pelos distritais Chico Vigilante, Ricardo Vale e Reginaldo Veras. Eles propuseram que que os representantes dos grevistas fossem recebidos. O governador impôs como condição a desobstrução das vias do Eixo Monumental, que estiveram fechadas desde às 12h por conta do protesto.

Professores tentam invadir o Buriti

Durante o ato, os manifestantes tentaram invadir o Palácio do Buriti, intimidando policiais e funcionários do local. Segundo eles, o objetivo foi chamar a atenção do governo. O grupo ocupou o gramado do prédio e gritou palavras de ordem como “A greve continua! Rollemberg, a culpa é sua”.

Reivindicações

Os professores são contra a Reforma da Previdência e pedem a efetivação do plano de carreira, além da terceira parcela do reajuste salarial concedido em 2013. Em contrapartida, o GDF diz que mantém o diálogo com a categoria, mas que, no momento, não há condições financeiras para pagar os reajustes salariais.

Uma das representantes do movimento, Rosilene Correia, afirmou que a categoria irá continuar reivindicando os direitos dos professores e lutando contra a Reforma da Previdência. “Nós estamos no terceiro ano deste governo sem nenhuma atualização salarial. Os prejuízos se arrastam de um ano para o outro. A categoria dos professores continua sendo uma das que mantem o menor salário de nível superior. A lei é estabelecer a média de todas e equiparar o nosso salário à essa média. E é isso que está em pauta, mas infelizmente o governo não abre discussão, não há nenhum avanço e nenhum número foi apresentado”, ponderou Rosilene.

Fonte: Jornal de Brasília

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