Educação

Mais mão de obra qualificada para o mercado de trabalho

Com 70% das obras executadas na Escola Técnica de Brazlândia, o governador Ibaneis Rocha dá mais um passo rumo ao cumprimento de um compromisso de sua gestão: a geração de empregos no Distrito Federal. Prevista para ser inaugurada em maio de 2020, a escola será mais uma aliada do GDF na oferta de mão de obra qualificada para o mercado de trabalho.

A escola está sendo construída em um terreno de 19 mil metros quadrados, pertencente à Secretaria de Educação, na Vila São José. Serão mais de 5,5 mil metros quadrados de área construída: seis blocos, incluindo um auditório, biblioteca, área coberta com refeitório, teatro de arena, quadra poliesportiva coberta, laboratórios e salas de aula.

Em um primeiro momento, a escola vai oferecer cursos técnicos em Enfermagem, Informática e Administração, que será integrado ao Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Os cursos foram escolhidos juntamente com a comunidade, em audiências públicas.

A nova unidade escolar faz parte do programa Brasil Profissionalizado, iniciativa do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e financiado com recursos do Fundo Nacional de Educação (FNDE). Para a escola de Brazlândia, o Fundo investiu R$ 7,4 milhões e R$ 7,3 milhões foram dados como contrapartida do GDF, num total de R$ 14,7 milhões.

“A construção dessa escola técnica tem por objetivo contribuir para a ampliação e qualificação da oferta de educação profissional e tecnológica de nível médio na rede estadual de ensino, conforme o programa Brasil Profissionalizado”, afirma a subsecretária de Infraestrutura e Apoio Educacional da Secretaria de Educação, Juliana Araújo Sousa.

Ela ressalta também que a escola técnica será de grande importância em razão da implementação do Novo Ensino Médio nas escolas do Brasil e do DF. “Além do aumento da carga horária, a lei do Novo Ensino Médio pressupõe o fomento ao ensino técnico”, diz a subsecretária.

O Brasil Profissionalizado busca o fortalecimento do Ensino Médio integrado à educação profissional nas redes estaduais de educação profissional. O Programa atua no fomento de ações que visam à expansão, ampliação e modernização das escolas das redes estaduais de Educação Profissional e Tecnológica, com a finalidade de expandir e ampliar a oferta de cursos técnicos de nível médio.

A construção é semelhante à Escola Técnica do Guará, que também faz parte do Brasil Profissionalizado. Instalada na QE 17/19, ela foi inaugurada em maio de 2018.

No Guará, o espaço possui mais de 4,4 mil metros quadrados. Foto: Renato Araújo / Agência Brasília

No Guará, o espaço possui mais de 4,4 mil metros quadrados de área construída, com quadra poliesportiva, cozinha, refeitório, bloco pedagógico com 12 salas, além das salas administrativas, banheiros com recursos para captação e reaproveitamento da água, laboratórios, sala dos professores, biblioteca, auditório para 200 pessoas e dois amplos estacionamentos.

O projeto educacional do local prevê que os alunos tenham qualificação profissional no contraturno das aulas, onde podem escolher entre o curso de Técnico em Enfermagem e em Computação Gráfica, que duram de 2 a 3 anos. Cerca de 400 dos 980 alunos matriculados nos três turnos ainda cursam o Ensino Médio.

A primeira turma do colégio se forma em julho do ano que vem. A diretora da instituição, Verônica Portácio, conta que os alunos do curso de Enfermagem fazem estágio de seis a sete meses na Secretaria de Educação e os de Computação Gráfica, apesar de o estágio não ser obrigatório, aprendem o dia-a-dia da profissão em um laboratório de empreendedorismo, onde atendem alguns clientes. “Nossos cursos aliam a teoria à prática. A intenção é que os alunos saiam daqui prontos para o mercado de trabalho”, diz.

Beatriz de Araújo Maia Rodrigues, 18 anos, mora em Taguatinga e cursa o 2º ano do Ensino Médio em uma escola da região administrativa pela manhã. À tarde, ela assiste às aulas do curso técnico em Enfermagem desde fevereiro. Termina os dois juntos, no final de 2020, e espera entrar logo no mercado de trabalho, apesar de não esconder uma preocupação por ser deficiente auditiva.

Beatriz de Araújo, aluna do curso técnico em Enfermagem: ansiosa para entrar no mercado de trabalho. Foto: Renato Araújo / Agência Brasília

“Aqui assisto às aulas acompanhada por um tradutora de libras, mas não sei se o mercado está preparado para trabalhadores como eu”, diz a aluna estudiosa que pretende fazer curso superior de Enfermagem e fazer um concurso público se for o caso. “Hoje meus pais têm condições de me sustentar, mas quero ser uma pessoa independente”, afirma.

Fonte: Agência Brasília

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