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CLDF: 11 distritais são contra reajuste na tarifa de ônibus

IGO ESTRELA/METRÓPOLES

Outros cinco estão indecisos quanto à medida do governo e o restante ainda não se manifestou sobre o aumento de 10% nas passagens

 

Onze dos 24 deputados distritais se posicionaram, nessa terça-feira (14/01/2020), contra o aumento de 10% nas passagens de ônibus e metrô. A dúvida dos parlamentares, agora, é sobre como reverter a decisão do GDF, uma vez que, em 2017, a Câmara Legislativa chegou a derrubar um reajuste dado por Rodrigo Rollemberg (PSB), mas acabou vencida no Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

O grupo dos favoráveis à redução é encabeçado pela oposição, mas tem nomes importantes da base governista na Casa. Entre eles, o líder do governo, Claudio Abrantes (PDT), o vice-presidente do Poder Legislativo local, Rodrigo Delmasso (Republicanos), e Reginaldo Sardinha (Avante), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Além deles, estão na lista de apoiadores pela volta dos antigos valores da tarifa o governista Daniel Donizet (PSDB) e Roosevelt Vilela (PSB), que puxa o bloco independente. Pela oposição, estão Fábio Felix (PSol), Chico Vigilante e Arlete (ambos do PT), Leandro Grass (Rede), Júlia Lucy (Novo) e Reginaldo Veras (PDT).

Nenhum dos distritais ouvidos pela reportagem se posicionou favoravelmente ao aumento das passagens. Cinco responderam ainda aguardar os estudos para firmar entendimento: Eduardo Pedrosa (PTC), Robério Negreiros (PSD), João Cardoso (Avante), Fernando Fernandes (Pros) e o presidente da Comissão de Mobilidade da Câmara Legislativa, Valdelino Barcelos (Progressistas).

Outros oito não haviam se manifestado até a última atualização deste texto: o presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente, Hermeto (ambos do MDB), Jorge Vianna (Podemos), Iolando Almeida (PSC), Jaqueline Silva (PTB), Agaciel Maia (PL), José Gomes (PSB) e Martins Machado (Republicanos).

Questionamento

Abrantes e Delmasso questionam se a proposta de deputados da oposição – que apresentaram um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) conjunto – é a melhor alternativa para derrubar a decisão do governo.

“Vejo que o PDL não tem força para barrar o aumento. Foi assim em 2017, perdemos no TJDFT. Creio que temos que buscar outro caminho”, alertou Abrantes ao Metrópoles na terça-feira.

Delmasso, por sua vez, foi um dos responsáveis por criar o grupo de trabalho (GT) para estudar se o governo acertou ao dar o aumento das passagens. O vice-presidente da Casa alerta que, em sua opinião, aprovar um novo PDL é “afrontar o Judiciário local”.

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