Curso que ensina homens a fazer sexo oral em mulheres chega a Brasília

Fotos: Kleber Mascarenhas
Fotos: Kleber Mascarenhas

“Homem precisa lembrar que essa é uma área sensível, que tem que ser trabalhada com delicadeza”, conta a educadora sexual Aline Castelo Branco. O curso chega ao DF no primeiro semestre de 2016

Acostumada a receber reclamações recorrentes de mulheres que não conseguem sentir prazer nas suas relações, a educadora sexual e jornalista Aline Castelo Branco lançou na quarta-feira (25/11), em Salvador, um curso inédito que propôs ajudar os homens a melhorar sua performance no sexo oral para satisfazer suas parceiras.

Aline trabalha com o tema sexualidade há 8 anos e se dedica a estudar o comportamento sexual de homens e mulheres no Brasil. A primeira edição do Curso de Aperfeiçoamento Sexual para Homens contou com 60 participantes, mas ela explica que a procura foi alta: “Logo quando eu divulguei o curso, recebi mais de mil e-mails de homens interessados de todo o Brasil”.

A pesquisadora que já realiza cursos para o público feminino desde 2013 conta que é uma oportunidade de mostrar aos homens que a sexualidade deve ser aprendida. “O objetivo é fazer com que eles entendam o corpo da mulher e o que ela deseja. Mostrar que eles não entendem tudo sobre sexo”, explica.

60 participantes estiveram presentes na Associação Baiana de Medicina, em Salvador
60 participantes estiveram presentes na Associação Baiana de Medicina, em Salvador

Em Salvador, o curso teve duração de duas horas, custou R$ 100, e os participantes receberam um kit material, que contava com lubrificante, sabonete íntimo e apostila. Os participantes responderam a um questionário onde foi avaliado como anda o desempenho deles na cama. Em seguida, Aline ensinou os principais erros cometidos pelos homens no ato do sexo oral na parceira, classificando os piores, como Lambida de Vaca (“aquele que passa a língua de cima para baixo incessantemente”), Furadeira (“aquele que fica com o rosto sacudindo”) e Sugador (“aquele que faz bico de peixe”) . Por fim, os participantes realizaram exercícios práticos com frutas e próteses de silicone.
60 participantes estiveram presentes na Associação Baiana de Medicina, em Salvador
Em sua primeira edição, Aline percebeu o sucesso da proposta e já tem um próximo destino para o início de 2016: Belo Horizonte. A capital mineira foi campeã em contatos e pedidos. Mas os brasilienses não precisarão esperar muito pelo curso. “Nós vamos percorrer todos os estados do Brasil, e Brasília está na lista. Não tenho a data ainda porque estamos fechando o cronograma das cidades, mas será no primeiro semestre do ano que vem, provavelmente em março ou abril”, conta Aline.

A educadora sexual afirma que não há proibições quanto a orientação sexual e que pretende lançar uma versão das aulas para o público homossexual no futuro, mas sem previsões ainda. “O curso feminino é voltado para mulheres, independente da sua orientação sexual. O mesmo para o curso dos homens. Nós não perguntamos isso na inscrição.”

Para o futuro, a educadora está cheia de expectativas. Além de percorrer todo o país, Aline promete disponibilizar uma versão do curso on-line com todo material e um e-book para download a partir de janeiro.

E para quem não aguenta esperar pelo curso, ela deixa algumas dicas para os homens: “Trabalhar as zonas erógenas da mulher. Não fique afoito. Homem precisa lembrar que essa é uma área sensível, que tem que ser trabalhada com delicadeza”.

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